Criança morre após ser picada por escorpião em Piatã; moradores acusam hospital de negligência

Uma criança de seis anos morreu após ser atendida no Hospital Municipal de Piatã Helio Macedo Araújo, na última segunda-feira (31). Ela foi picada por um escorpião e apresentou sintomas de mal-estar e vômito. A criança não resistiu e faleceu a caminho do Hospital Regional da Chapada, que fica no município de Seabra. Os áudios de populares da região foram enviados ao Jornal da Chapada e, neles, um morador aponta que o caso se trata de “negligência médica”.

“Mais uma morte por negligência médica no hospital de Piatã. Uma criança acabou falecendo depois de ser picado por um escorpião. Não tinha soro antiofídico e acabou mandando o menino para Seabra até sem fazer regulação, o menino acabou falecendo. Daqui da região do Cochó”, disse um morador. Outro áudio informa que a criança foi picada na zona rural.

“Acho que o escorpião mordeu essa criança ‘nos Porcos’ [comunidade de Piatã]. Ela mora aqui no ‘Cochó’ com o pai e a mãe, mas tem terreno nos ‘Porcos’ eles foram trabalhar e lá o escorpião ‘mordeu’ [sic]. Levou para Piatã, não tinha soro e encaminhou para Seabra e não resistiu e morreu”, disse outro conhecido da família da criança.

Outro lado
A reportagem do Jornal da Chapada procurou a Secretaria de Saúde do município para saber mais informações sobre o assunto. Em ofício, a administração explicou sobre o óbito envolvendo a picada de escorpião. A pasta disse que “aproximadamente duas horas decorridas após acidente com a picada do escorpião, às 20h05, a criança de seis anos deu entrada na unidade hospitalar”.

“A mesma apresentava sintomas de torpor, vômitos e sudorese. Foi prontamente atendida pela médica plantonista e manejada conforme as orientações dadas pelo Centro de Informações Antiveneno [Ciave]”. Ainda conforme a nota, “a criança recebeu os cuidados de enfermagem e médico com prescrição de medicações analgésicas, anti-histamínicas e administração do soro antiescorpiônico [seis ampolas] e foi inserido no Sistema Estadual de Regulação”.

“Após a estabilização do paciente e liberação da vaga pela Central de Regulação para Hospital da Chapada, o mesmo foi transferido, vaga zero, às 23h50, para o Hospital Regional da Chapada [HRC], acompanhado pelo médico e técnica de enfermagem”, destaca em ofício.

Jornal da Chapada

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