Em setembro, o Índice de Confiança do Consumidor (ICC) registrou alta de 5,4 pontos no comparativo com agosto. Segundo o Instituto Brasileiro de Economia (FGV Ibre), o indicador foi para 89,0 pontos e, em médias móveis trimestrais, subiu 3,3 pontos.
“A confiança dos consumidores sobe pelo quarto mês consecutivo, influenciada pelas perspectivas mais otimistas em relação aos próximos meses, que pela primeira vez atingem os 100 pontos desde março de 2019”, afirmou a coordenadora das Sondagens do Ibre, Viviane Seda Bittencourt. Para a pesquisadora, o resultado tem relação com a queda nas expectativas de inflação dos consumidores para os próximos 12 meses e um aumento do otimismo em relação ao mercado de trabalho.
“Há um aumento na intenção de consumo, exceto para os consumidores de renda mais baixa, o que reflete ainda dificuldades dessa classe. Além disso, a proximidade das eleições tem um efeito potencializador dessas expectativas. É necessário ter cautela nesses resultados, considerando uma política monetária ainda restritiva e a possibilidade de desaceleração da atividade econômica, que reduziria a velocidade de recuperação do mercado de trabalho”, advertiu ela.
O Índice de Expectativas (IE) alcançou o maior nível desde dezembro de 2019 (100,3 pontos), superando o mês logo anterior à pandemia de Covid-19 (fevereiro de 2020). O componente do ICC avançou 7,6 pontos, indo para 100,2 pontos. O Índice de Situação Atual (ISA) subiu menos – 1,6 ponto- , estando também em um patamar menor: 73,3 pontos, foi o maior resultado desde março de 2020.



