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Rio de Contas e mais seis municípios baianos estão em destaques como menores índices de pobreza do Estado

Rio de Contas e mais seis municípios baianos estão em destaques como menores índices de pobreza do Estado

Foto: Luiz Brito/Rádio Portal Sudoeste

O que os municípios de Abaíra, Caculé, Ibiassucê, Jussiape, Mucuri, Rio de Contas e Valente têm em comum? A nova edição da Série Estudos e Pesquisas (SEP) n. 106, com o título Projeto 7 Municípios: processos históricos diferenciados que geraram menor pobreza, acaba de ser lançada e está disponível gratuitamente no site da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI). A publicação apresenta um estudo da pobreza sob a ótica multidimensional e chama atenção por identificar os processos estruturantes que fizeram com esses sete municípios baianos de pequeno porte populacional, e com menor densidade relativa de suas atividades econômicas, figurassem entre os municípios com melhores indicadores associados à pobreza.

A investigação que gerou o Projeto 7 Municípios, o primeiro a ser disponibilizado na Plataforma de Estudos Colaborativos SEIColab, foi estruturada com a colaboração de pesquisadores e especialistas de diversas instituições e tem por objetivo explicar por que Abaíra, Caculé, Ibiassucê, Jussiape, Mucuri, Rio de Contas e Valente figuraram entre os menos pobres, em termos proporcionais ao total de suas populações, na perspectiva das dimensões analisadas no estudo anterior da SEI intitulado Pobreza na Bahia em 2010: dimensões, territórios e dinâmicas regionais, publicado na Série Estudos e Pesquisas (SEP) n. 97 em 2014.

A nova publicação, ancorada em abordagem eminentemente qualitativa, identifica os processos estruturantes que fizeram com que esses pequenos municípios baianos figurassem entre os menos pobres, ao lado dos municípios mais importantes do estado. A SEP ainda analisa se os fatores condicionantes que contribuíram para o desenvolvimento desses sete municípios possibilitariam a identificação da lógica de suas formações sociais e econômicas, bem como avalia as condições passíveis de serem reproduzidas e estimuladas em outras regiões e municípios para a mitigação da pobreza. Para uma melhor compreensão das possíveis causas de diferenciabilidade da incidência da pobreza nesses municípios, buscou-se compreendê-los dentro de seus contextos regionais.

Nesse sentido, o estudo elaborou um processo de identificação de manchas espaciais, as quais corresponderam a espaços compostos por municípios que compartilham de características comuns, tanto do ponto de vista do desempenho em indicadores sociais e econômicos quanto do ponto de vista da formação histórica local. Os processos diferenciados que produziram um desenvolvimento peculiar nas regiões estudadas e especialmente em tais municípios e seu entorno abarcam, por exemplo, a atuação de ONGs, a formação de teias associativistas, cooperativistas, a presença marcante de agentes religiosos com formação social crítica, a influência de lideranças intelectuais da área educacional, da política, de alguns segmentos religiosos e igrejas, a força do capital por meio de grande investimento industrial, dentre outros fatores.

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