Foto: Arquivo Pessoal
A ativista da causa animal e jornalista Marluccia Araújo, em entrevista exclusiva à Rádio Portal Sudoeste, nesta quarta-feira (13), deu dicas e apelou para que as pessoas tenham mais cuidados e respeitos para com os animais principalmente nesta época mais quente do ano.
“Os cientistas dizem que 2023 é o ano mais quente em 125 mil anos. Então é muito calor. Os humanos estão sofrendo, principalmente, idosos, crianças e os animais. Venho pedir em nome dos protetores, dos ativistas, que as pessoas tenham compaixão com os animais nesta época. Sabemos que existem animais amarrados, acorrentados em quintais e em propriedades”, diz.
Conforme Marluccia, este ato é crime perante a constituição, as leis dos homens e as leis divinas. Ela lembra que os animais são seres sencientes e também sentem fome, sede, calor, depressão e têm inteligência.
“Eles não sabem falar e nos somos a voz deles. Peço que quem tenha animal preso em quintais e em propriedades, que os soltem. Isso além de desumano, é crime perante a lei e pode gerar multa e reclusão”, lembra.
Segundo a ativista, outra polêmica que há em torno dos animais é sobre colocar alimentos ou água na porta. Muita gente entende como isso é errado. Ela no entanto, ressalta que errado é não ajudar, terceirizar a ajuda, não fazer nada para ajuda-los. Quando o assunto é sobre a reprodução em massa, Marluccia foi enfática em dizer que a castração em massa é uma forma ética de conter esse índice de natalidade.
“Essa super população canina e felina também contribui com os maus-tratos. Os animais não pediram para estarem nas ruas. Muitos deles foram abandonados. As pessoas ainda acham que os animais são coisas, seres inanimados, que não sentem nada. Os animais não foram criados por Deus para nos servir, para serem oprimidos pelo homem. Eles foram criados pelo mesmo Deus que criou o ser humano”, acrescenta.
De acordo com Marluccia, os maus-tratos não ocorrem só na rua. “Muitas vezes acontece dentro de casa, quando alguém pega o animal pra cuidar e coloca pra ser cão de guarda sem água, sem comida, sem assistência veterinária. É muito importante eles cheirarem, cavar, e fazer outras atividades que eles gostam”, continua.
A ativista ainda chamou a atenção para que os alimentos servidos aos animais sejam de qualidades para que não os faça mal. “Fica aqui o meu apelo para que a gente olhe e cuide dos animais. É nosso dever cuidar dos animais que estão nas ruas e nos nossos lares também. Quer segurança na propriedade? Use câmeras, compre alarmes, não seres vivos”, finalizou.
Fonte: Rádio Portal Sudoeste



