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Árabes e Israelenses: dois povos, uma terra ou um diálogo impossível!?

Árabes e Israelenses: dois povos, uma terra ou um diálogo impossível!?

Foto: Reprodução

São múltiplas leituras e análises sobre Árabes, sobre Israelenses. As informações e perspectivas apresentadas sobre o conflito entre esses dois povos, estão amplamente disponível em diversas fontes de pesquisa sobre o tema, além de diversos pontos de vista e fatos históricos.

1. Há questões que “desune” árabes e israelenses, e elas são complexas envolvendo não apenas diferenças culturais e religiosas, mas, sobretudo, disputas territoriais, históricas e políticas. Embora árabes e judeus compartilhem raízes ancestrais semitas e, segundo estudos de DNA, até mesmo origens genéticas comuns, o conflito se estabeleceu ao longo do tempo por uma série de fatores.

2. O ponto central do conflito é a terra. Ambas as partes reivindicam a mesma região (conhecida como Palestina pelos árabes e Terra de Israel pelos judeus) como sua pátria histórica e legítima..Um dos debates em curso foi a criação do sionismo, movimento político que surgiu no final do século XIX, defendeu a criação de um Estado judeu na Palestina. Isso levou a uma crescente imigração judaica para a região, especialmente após o Holocausto na Segunda Guerra Mundial, intensificando as tensões com a população árabe já existente.

 3. A criação do Estado de Israel em 1948 e as guerras subsequentes resultaram na expulsão ou fuga de centenas de milhares de palestinos (o que eles chamam de “Nakba” – catástrofe) e na ocupação de territórios palestinos por Israel.

 4. Cada lado tem sua própria narrativa histórica sobre a região, seus direitos e as injustiças sofridas. Para os judeus, a criação de Israel é o cumprimento de uma promessa bíblica e a concretização do direito à autodeterminação após séculos de perseguição. Para os palestinos, é a história de um povo que teve suas terras e sua pátria tomadas. Esses fatos históricos muitas vezes, são irreconciliáveis e contribuem para a perpetuação do ressentimento e da desconfiança.

5. Embora o conflito seja fundamentalmente político e territorial, a religião (Judaísmo, Islamismo e Cristianismo) desempenha um papel significativo, especialmente em relação a Jerusalém. A cidade é sagrada para as três religiões monoteístas e é um ponto de discórdia constante, com Israel reivindicando-a como sua capital “eterna e indivisível”, enquanto os palestinos a veem como a capital de seu futuro Estado.

6. É importante eu assinalar que desde 1948, a região tem sido palco de inúmeras guerras e conflitos armados, como a Guerra da Independência (1948), a Crise de Suez (1956), a Guerra dos Seis Dias (1967), a Guerra do Yom Kippur (1973) e as Intifadas palestinas. Cada um desses eventos deixou cicatrizes profundas e reforçou as divisões.

7. Os palestinos exigem o “direito de retorno”, que Israel se recusa a conceder por considerar uma ameaça à sua demografia judaica. A construção de assentamentos israelenses em territórios palestinos ocupados (Cisjordânia e Jerusalém Oriental) é vista como ilegal pela maior parte da comunidade internacional e um obstáculo fundamental para a solução de dois Estados.

 8. E essa situação tende mesmo a piorar exatamente pela intervenção de países estrangeiros, especialmente os Estados Unidos (que apoiam Israel) e, em menor grau, outros atores regionais e globais, também contribui para a complexidade e a perpetuação do conflito, muitas vezes por interesses geopolíticos e econômicos.

9. Em resumo, o que desune árabes e israelenses é uma combinação explosiva de reivindicações históricas e territoriais sobre a mesma terra, com narrativas conflitantes, agravadas por décadas de violência, deslocamento populacional, interferências externas, e agora, com a proliferação de armamentos atômicos….em grande escala. Por Sudoeste Digital/Joilson Bergher/Educador Brasileiro.

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