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Cartão de crédito lidera endividamento e já compromete mais da metade da renda das famílias brasileiras

Cartão de crédito lidera endividamento e já compromete mais da metade da renda das famílias brasileiras

Foto: Reprodução / Agência Brasil

O cartão de crédito tem se consolidado como o principal responsável pelo endividamento das famílias brasileiras em 2026. Dados recentes apontam que a modalidade já consome cerca de 54% da renda familiar, concentrando aproximadamente 85,4% das dívidas no país.

Um dos fatores que agravam o cenário são os altos juros do crédito rotativo, que ultrapassam 400% ao ano, tornando essa uma das formas mais caras de financiamento no sistema financeiro. Como consequência, cerca de 30% das famílias enfrentam dificuldades para manter os pagamentos em dia, o que impacta diretamente o consumo e o equilíbrio financeiro.

Além disso, a falta de controle sobre os gastos também contribui para o problema. Mais da metade dos consumidores afirma não acompanhar de forma efetiva as despesas realizadas no cartão, o que favorece o acúmulo de dívidas.

Outro ponto de atenção é o chamado “efeito rebote” após programas de renegociação, como o Desenrola. Mesmo após a quitação de débitos, muitos brasileiros voltaram a se endividar, recorrendo ao cartão de crédito como alternativa emergencial, o que acaba perpetuando o ciclo de inadimplência.

Atualmente, quase 20% da população utiliza mais da metade da renda apenas para pagar dívidas, comprometendo despesas básicas e aumentando o risco financeiro das famílias.

Como evitar o endividamento

Especialistas recomendam algumas medidas para reduzir o impacto das dívidas no orçamento:

  • Evitar o pagamento mínimo da fatura, que leva ao uso do crédito rotativo e aos altos juros;
  • Manter o limite total dos cartões em até 30% da renda familiar;
  • Controlar os gastos por meio de planilhas ou aplicativos financeiros;
  • Substituir dívidas do cartão por opções com juros menores, como empréstimos consignados ou pessoais;
  • Ficar atento à regra vigente desde 2024, que limita os juros ao valor máximo de 100% da dívida original.

O cenário reforça a importância da educação financeira e do uso consciente do crédito para evitar o comprometimento excessivo da renda e garantir maior estabilidade econômica no dia a dia.

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