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Casas Bahia fecha centenas de lojas e demite cerca de 1,9 mil trabalhadores em meio a reestruturação

Casas Bahia fecha centenas de lojas e demite cerca de 1,9 mil trabalhadores em meio a reestruturação

Foto: Divulgação

A tradicional rede varejista Casas Bahia atravessa um dos momentos mais delicados de sua história. Nos últimos dias, a empresa fechou 298 lojas e aproximadamente 1.900 trabalhadores foram demitidos, segundo informações divulgadas nesta sexta-feira (15). O fechamento das unidades ocorreu como parte de um processo de reestruturação da companhia, que busca reduzir despesas e reorganizar suas operações.

O caso ganhou ainda mais repercussão porque, de acordo com o Sindicato dos Empregados no Comércio de Osasco e Região, alguns funcionários teriam chegado para trabalhar e encontrado as lojas fechadas. A entidade anunciou que pretende entrar com uma ação coletiva questionando a forma como as demissões foram realizadas.

A situação financeira da companhia ajuda a explicar a dimensão das medidas. No primeiro trimestre de 2026, o Grupo Casas Bahia registrou prejuízo de aproximadamente R$ 1,1 bilhão, aumentando a pressão por cortes de custos e mudanças na estrutura da empresa.

Apesar do fechamento de unidades, a Casas Bahia não está encerrando suas atividades. A própria companhia mantém centenas de lojas físicas espalhadas pelo país. Dados de maio de 2026 apontavam 922 lojas Casas Bahia, além de outras unidades do grupo, totalizando 1.039 lojas naquele levantamento. Na Bahia, eram registradas 56 unidades da marca.

A empresa vem passando por um processo de transformação financeira desde 2023. Em 2024, conseguiu aprovar uma reestruturação extrajudicial de aproximadamente R$ 4,1 bilhões. A estratégia inclui redução de dívidas, controle de despesas, otimização das lojas e maior aposta nas operações digitais.

O fechamento das lojas também levanta uma preocupação importante nas cidades onde as unidades deixam de funcionar: o impacto sobre os empregos e sobre o comércio local. Uma grande loja varejista movimenta não apenas funcionários, mas também serviços de transporte, entregas, fornecedores e outros setores da economia.

Por outro lado, a empresa afirma que sua estratégia busca tornar a operação mais eficiente. Em balanço divulgado anteriormente, o Grupo Casas Bahia informou que havia fechado 22 lojas nos dois anos anteriores por considerar que determinadas operações não estavam gerando valor.

O cenário mostra como o varejo brasileiro continua enfrentando dificuldades diante do alto custo do crédito, do endividamento das empresas e das mudanças no comportamento dos consumidores. Para quem acompanha a história da Casas Bahia, uma das marcas mais tradicionais do varejo nacional, o fechamento de centenas de unidades representa um forte sinal de que o comércio brasileiro está passando por uma profunda transformação.

E fica a pergunta: Até onde essa reestruturação vai chegar e quais serão os impactos para os trabalhadores, consumidores e cidades que dependem da presença dessas grandes redes varejistas?

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