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Editorial da Folha defende renúncia de Alexandre de Moraes e amplia pressão sobre o STF

Editorial da Folha defende renúncia de Alexandre de Moraes e amplia pressão sobre o STF

Foto: Reprodução

O jornal Folha de S.Paulo defendeu a renúncia do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), após a divulgação de novas informações da Polícia Federal sobre a relação do magistrado com Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master.

No editorial intitulado “A Moraes cabe a renúncia”, o veículo afirma que os elementos apresentados pela investigação aumentaram o desgaste em torno do ministro. Na avaliação do jornal, caso Moraes não deixe voluntariamente o cargo, caberia ao Senado analisar os pedidos de impeachment apresentados contra ele. Folha de S.Paulo

Contrato milionário é citado

Um dos pontos mencionados envolve um contrato de R$ 131 milhões firmado entre o Banco Master e o escritório de advocacia Barci de Moraes, comandado por Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro.

Segundo informações extraídas do celular de Vorcaro e analisadas pela Polícia Federal, Moraes teria participado da revisão de uma versão do documento. O escritório informou que o ministro apenas foi consultado para avaliar possíveis impedimentos legais antes da contratação. A banca também declarou que ele não atuou na prestação dos serviços nem julgou processos relacionados ao banco.

Mensagens anteriores à prisão de Vorcaro

O relatório da PF também apresenta registros atribuídos a Vorcaro e destinados a um contato identificado como Alexandre de Moraes. As mensagens teriam sido enviadas poucos dias antes da prisão do banqueiro, ocorrida em novembro de 2025.

Em uma delas, Vorcaro teria perguntado ao ministro se deveria deixar o país. O material também faz referências a pedidos de encontros e à situação enfrentada pelo Banco Master naquele período. As respostas atribuídas a Moraes não foram recuperadas.

O ministro André Mendonça retirou o sigilo dos documentos, encaminhou o relatório à Procuradoria-Geral da República e manifestou a intenção de levar o assunto para discussão no plenário do STF. TV Brasil

Pressão chega ao Senado

A abertura de um processo de impeachment contra um ministro do Supremo depende do Senado. Entretanto, o presidente da Casa, Davi Alcolumbre, não sinalizou que dará andamento imediato aos novos pedidos apresentados contra Moraes.

Parlamentares da oposição, como Flávio Bolsonaro, Romeu Zema, Ronaldo Caiado e Renan Santos, passaram a cobrar a saída do ministro após a divulgação das informações. Alguns defendem a renúncia, enquanto outros pedem que o Senado analise os requerimentos de impeachment. Folha de S.Paulo

O caso aumenta a tensão política em Brasília e coloca novamente o STF no centro do debate público. Apesar da repercussão, as mensagens e os demais documentos divulgados não representam, isoladamente, comprovação de crime ou irregularidade.

A eventual responsabilidade de qualquer pessoa citada dependerá do aprofundamento das investigações, da análise do contexto das conversas e das decisões das autoridades competentes. A defesa da renúncia ou do impeachment de Moraes representa uma posição editorial e política, não uma conclusão jurídica sobre os fatos.

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