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“Bomba atômica” e “terremoto político”: imprensa internacional repercute caso Moraes e Vorcaro

“Bomba atômica” e “terremoto político”: imprensa internacional repercute caso Moraes e Vorcaro

Foto: Reprodução

A divulgação de mensagens atribuídas ao empresário Daniel Vorcaro, ex-presidente do Banco Master, e destinadas a um número relacionado ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), ganhou destaque na imprensa internacional.

O material foi encontrado pela Polícia Federal no celular de Vorcaro durante as investigações da Operação Compliance Zero. Os documentos tiveram o sigilo retirado na terça-feira (1º) por decisão do ministro André Mendonça.

Um ponto importante é que o relatório contém mensagens supostamente enviadas por Vorcaro, mas não apresenta respostas atribuídas a Moraes. Dessa forma, o conteúdo divulgado não comprova, isoladamente, que eventuais pedidos tenham sido atendidos.

Jornal espanhol fala em “bomba atômica”

O jornal espanhol El País afirmou que as revelações tiveram o efeito de uma “bomba atômica” no Judiciário e na política brasileira. A publicação destacou o impacto do caso sobre a imagem do Supremo e a pressão enfrentada por Moraes. El País

La Nación cita “terremoto político”

Na Argentina, o jornal La Nación classificou o episódio como um “terremoto político e institucional” capaz de atingir as estruturas do STF. O veículo também chamou atenção para o momento delicado enfrentado pelo ministro e para a possibilidade de novos desdobramentos no plenário da Corte. La Nación

Bloomberg destaca novo desgaste para o STF

A Bloomberg informou que Moraes voltou ao centro do caso após a divulgação do material. Segundo a agência, as mensagens aumentaram os questionamentos sobre a relação do ministro com o Banco Master e provocaram novo desgaste para a credibilidade do Supremo. Bloomberg Línea

Entre os conteúdos apresentados pela investigação, Vorcaro teria perguntado se deveria deixar o Brasil poucos dias antes de sua prisão. Também existem referências a autoridades da Polícia Federal e da Procuradoria-Geral da República.

Outro ponto investigado envolve o contrato firmado entre o Banco Master e o escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro. De acordo com a Polícia Federal, Moraes teria realizado alterações na minuta do documento. O escritório declarou que o magistrado foi consultado para verificar possíveis conflitos e que não havia impedimento para a contratação.

Diante da repercussão, adversários políticos voltaram a defender explicações públicas e a saída de Moraes do STF. Até que as investigações sejam concluídas, as informações permanecem como suspeitas e deverão ser analisadas pelas autoridades responsáveis.

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