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Conhecido pela forte produção de maracujá e manga, o município de Dom Basílio, no sudoeste da Bahia, tem potencial para diversificar suas atividades agrícolas e desenvolver novas culturas, como o umbu-gigante. A avaliação é do professor Orlando Caires, que foi candidato a prefeito do município nas eleições de 2024.
Segundo Caires, o umbu-gigante já é cultivado em algumas propriedades da região e pode se tornar uma alternativa importante para os produtores, especialmente em áreas onde a disponibilidade de água para irrigação é limitada.
“Dom Basílio hoje tem uma produção muito grande de manga e maracujá. Você tem que trabalhar com uma cultura que não precisa de água ou precisa de pouca. O umbu é uma dessas culturas”, afirmou em entrevista ao Site Sudoeste Total.
Para o professor, a agricultura continuará sendo, por muito tempo, uma das principais fontes de renda do município, mas é necessário planejamento para evitar a dependência de poucas culturas. Ele citou problemas que já afetam a produção de maracujá, como a disponibilidade de água, a salinização do solo provocada pelo uso de poços e a ocorrência de pragas e doenças.
“Dom Basílio viveu o auge da produção de maracujá. Não volta a ser o que era antes”, avaliou. Apesar disso, ele destacou que a cultura ainda pode continuar sendo produzida, embora com tendência de redução.
Em relação à manga, Caires explicou que o ciclo produtivo mais longo apresenta uma dinâmica diferente, mas também defendeu que o município avalie quais áreas possuem condições de irrigação e quais permanecerão sem acesso à água.
Durante a campanha eleitoral de 2024, o professor afirma ter apresentado uma proposta para a implantação de 100 mil mudas de umbu-gigante em quatro anos, acompanhada de assistência técnica aos produtores.
“Quando eu fui candidato, eu fiz um projeto. Eu apresentei uma proposta que a gente iria implantar, em quatro anos, 100 mil mudas de umbu aqui, com assistência técnica, com tudo direitinho”, relatou.
Segundo ele, posteriormente foram adquiridas 5 mil mudas e distribuídas no município. Na avaliação de Caires, porém, a iniciativa não teria sido suficiente para estruturar uma cadeia produtiva.
Além da agricultura, Orlando Caires apontou a mineração como outra atividade que poderá contribuir para a economia de Dom Basílio. Ele citou a existência de uma jazida de ferro na região e afirmou que o avanço da atividade estaria relacionado à conclusão da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol), que permitiria o transporte do minério.
O professor também mencionou o potencial para exploração de outras rochas e minerais na região, citando possibilidades relacionadas ao calcário e destacando a proximidade de áreas produtoras de cimento, além de regiões com ocorrência de outros minerais.
Para Caires, a localização de Dom Basílio, somada à diversidade de recursos naturais e ao potencial agrícola, reforça a necessidade de planejamento para que o município possa ampliar suas atividades econômicas e reduzir a dependência de determinados setores.
“Quando você fala de agricultura, você tem que ter plano A, plano B e plano C”, defendeu. *Com informações do Sudoeste Total



