Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
Confirmando o que já havia sido anunciado na semana passada, trabalhadores da Petrobras iniciaram, à meia-noite desta segunda-feira (15), uma greve por tempo indeterminado. A paralisação tem alcance nacional e foi aprovada em assembleias realizadas na última sexta-feira (12).
A decisão de deflagrar o movimento grevista ocorreu após a falta de acordo entre os empregados e a direção da Petrobras durante as negociações do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT). Segundo as entidades sindicais, a contraproposta apresentada pela empresa foi rejeitada pela categoria, o que levou à intensificação do impasse.
De acordo com o Sindicato dos Petroleiros do Norte Fluminense (Sindipetro-NF), os 14 sindicatos filiados à Federação Única dos Petroleiros (FUP) aderiram à greve. A estimativa é de que cerca de 25 mil trabalhadores, o equivalente a 61% das unidades da Petrobras, estejam envolvidos no movimento.
Já os sindicatos ligados à Federação Nacional dos Petroleiros (FNP) representam mais de 50 mil trabalhadores e respondem por aproximadamente 80% da extração de petróleo no país, ampliando o impacto da paralisação no setor.
Apesar da greve, a Petrobras informou que as operações não estão totalmente interrompidas. As unidades da companhia continuam funcionando com equipes de contingência, responsáveis pela manutenção da segurança operacional e pela garantia da produção considerada essencial.
As negociações entre a empresa e os representantes dos trabalhadores seguem em aberto, enquanto o movimento grevista permanece sem previsão de encerramento.



