Mesmo com aumento de casos de Covid-19, muitas pessoas preferem se arriscar indo a eventos de grande público do que ficar em casa vendo um bom filme e comendo uma pipoca. Parece que algumas fazem valer o velho e conhecido ditado popular “curta a vida que a vida é curta”.
Nesse contexto, uma parte da população ainda não consegue entender, como no meio de aumento de casos do novo coronavírus, eventos que reúnem milhares de pessoas ainda estão mantidos para este mês de janeiro na região. Ora mas o vírus está ativo, não seria correto desativar as festas? Não é o que aconteceu até o momento.
Rio de Contas, uma das cidades que mais sofreu com a Covid – inclusive com toque de recolher noturno em um de seus distritos – irá receber grandes atrações até o final de janeiro. Uma festa de grande porte que seria realizada em Livramento de Nossa Senhora foi transferida para a cidade histórica, pra “cego ver e surdo ouvir”. Livramento, com decreto do prefeito José Ricardo Ribeiro, proibiu festas e aglomerações, e claro que organizadores trataram logo de transferi-lo.
Se por um lado Rio de Contas sediará um evento, do outro, logo ali está Brumado. A capital do minério, que já foi também, no sudoeste da Bahia, a “capital da Covid” com quase 800 casos ativos da doença, dia 19 irá zerar os casos ativos da doença. Dia 19? Será coincidência? Sabe aqueles 10% que aumentam na conta da bebida quando troca o DVD? Pode ser que 10% vire 50 quando se trata de Covid-19, mas convenhamos, não somos Deus e pedimos para que nada disso aconteça.
Enquanto gestores que se preocupam com sua população, apertam o cerco, mesmo sendo chamados de ditadores e tomam medidas para não propagação das doenças virais, outros poucos não estão nem aí para a banda que toca. E que bandas em meus amigos.
O governador da Bahia restringiu o público de eventos para 3 mil pessoas, o que não refresca quase nada a essa altura do campeonato. Proibiu ainda a realização do carnaval, o que agradou à uns e desagradou à outros. Sobre apelidos carinhosos de ditadores, Rui, Roberval, Ricardinho, Pedro, e companhia até estão tentando, mas está difícil segurar a galera da esbórnia. Texto//Luiz Brito



