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Comunidade teme que Companhia Especializada não funcione de fato no município e denuncia Abre aspas “presente de grego político” fecha aspas para Maragogipe.
A publicação do Decreto nº 23.976, de 8 de setembro de 2025, pelo governador Jerônimo Rodrigues, trouxe à tona uma nova polêmica no Recôncavo Baiano. O documento cria a Companhia Independente de Policiamento Especializado (CIPE) da Região do Recôncavo, com sede prevista em Maragogipe, e ao mesmo tempo transfere a 85ª Companhia Independente de Polícia Militar (CIPM) para o município vizinho de Cachoeira que não tinha feito estudo algum sobre a segurança.
A medida, apesar de representar um avanço na estrutura de segurança da Bahia, gerou forte insatisfação em Maragogipe. Moradores e lideranças locais temem que a nova unidade funcione apenas “no papel” no município e, na prática, seja deslocada para cidades maiores, como Santo Antônio de Jesus, centro regional que concentra influência política e estrutura mais robusta.
A preocupação da população não é infundada. Exemplos anteriores mostram que companhias especializadas, mesmo quando criadas oficialmente em cidades menores, acabam migrando para polos regionais.
• A exemplo da 2ª Companhia Independente de Policiamento Rodoviário (CIPRV) foi instituída em Brumado, mas rapidamente passou a operar em Vitória da Conquista, tornando o município menor em uma mera subseção.
• Outro exemplo é A CAESG, destinada inicialmente a Cândido Sales, nunca chegou a funcionar efetivamente no local, consolidando-se em Vitória da Conquista, por ser a cidade mais importante da região.
Na visão de especialistas em segurança, essa lógica é recorrente: comandantes e oficiais tendem a instalar sedes em cidades maiores, com mais recursos, infraestrutura e peso político.
Em Maragogipe, a frustração é ainda maior pelo fato de o projeto original da 85ª CIPM ter sido articulado pela deputada Ivana Bastos e outros parlamentares da base governista justamente para atender às demandas locais. A cidade enfrenta problemas crônicos com o tráfico de drogas, expulsão de famílias de suas casas e insegurança generalizada.
Para lideranças comunitárias, a decisão de beneficiar Cachoeira com a 85ª CIPM e, possivelmente, esvaziar a atuação da CIPE em Maragogipe, é vista como um Abre aspas um “presente de grego”: fecha aspas.
Um morador completa: abre aspas “Maragogipe sempre perde ao longo da história. Agora, mais uma vez, a cidade foi tratada como se não tivesse valor algum. Não é justo que um projeto pensado de forma técnica e responsável seja desviado para beneficiar outro município apenas por escolha política”, fecha aspas, criticam representantes locais.
Além disso, moradores lembram que Maragogipe tem população e extensão territorial maiores que Cachoeira, e, portanto, demanda mais atenção no combate ao crime.
Diante do cenário, a população pressiona para que a CIPM realmente funcione em Maragogipe, respeitando o decreto governamental e os objetivos originais do projeto e que a sede da CIPE seja instalada em Cachoeira.
Foram feitos apelos à deputada Ivana Bastos, ao líder do governo na Assembleia, Rosenberg Pinto, Eduardo Salles, ao prefeito de Maragogipe, à Câmara de Vereadores e ao senador Ângelo Coronel, para que intervenham junto ao governador.
Um morador disse que: abre aspas “ queremos garantir que a CIPE se instale e opere no município de Cachoeira, e que a 85ª CIPM Em respeito a deputada Ivana bastos e ao povo de maragogipe e ao projeto sério e bem fundamentado, tenha sua sede instalada em Maragogipe. Afinal todos os estudos foram feitos para maragogipe e não para Cachoeira.”fecha aspas.
Mas O que está em jogo?
A disputa não é apenas política ou simbólica. Trata-se de definir se uma das cidades mais afetadas pela violência no Recôncavo terá, de fato, uma força especializada da PMBA atuando em seu território.
Enquanto Cachoeira mantém sua relevância histórica e estratégica no Recôncavo, Maragogipe que também é uma cidade histórica conhecida como patriótica cidade, por ter lutado no 2 de julho, não pode ser tratada como “coisa”em detrimento de outra cidade, enfrenta, segundo moradores, um cotidiano marcado por invasões, medo e ausência do Estado.
“Não se trata de rivalidade entre cidades históricas, mas de justiça e respeito a um projeto que nasceu para enfrentar as graves problemáticas de Maragogipe. O município precisa de presença policial permanente, projetos sociais e proximidade com a comunidade. Esse é o verdadeiro caminho para recuperar a paz e a dignidade da nossa cidade e região”, concluem representantes.



