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Após prisão, Spotify bane músicas de MC Poze do Rodo por apologia ao CV

Após prisão, Spotify bane músicas de MC Poze do Rodo por apologia ao CV

Foto: Reprodução/Redes sociais

Após ser preso nesta quinta-feira (29), MC Poze do Rodo teve suas músicas banidas do Spotify por letras que fazem apologia ao crime e às facções criminosas, especialmente para o Comando Vermelho (CV).

Na plataforma digital, os usuários tinham livre acesso aos “proibidões”, músicas que exaltam facções, com letras atacando a polícia e que contam histórias de homicidas e traficantes.

Diante da análise, o Spotify removeu da plataforma as músicas e playlists relacionadas ao cantor. Entre elas, está “Fala que a Tropa é CV”, na qual o MC afirma que, “se os cana [polícia] brotar, a bala vai comer”.

Leia a letra:

“Oi, na VK os menor te acerta

Só soldado bom de guerra

Que te mira e não te erra

Só AKzão na favela

Com vários pentão reserva

Aonde entrar, cês leva

É bala nos três c* [referência jocosa à facção rival Terceiro Comando], é bala nos três c*

De 62 é só papum e os alemão aqui nem tenta

De Glock e de radin, fumando um baseadin

Destrava o G3zão que se piar, nós quebra

Destrava o G3zão que se piar, nós quebra

Respeita o CV

Que só tem bandido brabo, só menor de guerra

Que bota pra f*der

Nós é terror dos Terceiro, ADA e dos meleca

Fala que a tropa é Comando Vermelho

Se piar aqui na VK, vocês vai ver

Só soldado preparado, os menor descontrolado

Se os cana brotar, a bala vai comer

Fala que a tropa é Comando Vermelho

Se piar aqui na VK, vocês vai ver

Só soldado preparado, os menor descontrolado

Se os cana brotar, a bala vai comer

Se os cana brotar, a bala vai comer.”

Por que MC Poze foi preso?

O cantor é acusado de fazer apologia ao crime e ter envolvimento com a facção criminosa Comando Vermelho (CV).

As investigações apontaram associação do artista ao grupo criminoso devido aos shows realizados exclusivamente em áreas dominadas pelo CV, com a presença ostensiva de traficantes armados com armas de grosso calibre, como fuzis. As apresentações, inclusive, seriam patrocinadas pelo grupo criminoso como forma de fortalecer o tráfico de drogas na região nos dias dos eventos.

“O show, no qual o cantor entoou diversas músicas enaltecendo a facção criminosa, ocorreu poucas horas antes da morte do policial civil José Antônio Lourenço, integrante da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core), em uma operação policial na comunidade”, informa a polícia.

Além disso, conforme a polícia, o cantor faz “clara apologia ao tráfico de drogas, ao uso ilegal de armas de fogo e incita confrontos armados entre facções rivais” em suas músicas. “A Polícia Civil reforça que as letras extrapolam os limites constitucionais da liberdade de expressão e artística, configurando crimes graves de apologia ao crime e associação para o tráfico de drogas”. *Com informações do BNews

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