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Aumento do trabalho escravo expõe as desigualdades sociais

Aumento do trabalho escravo expõe as desigualdades sociais

Foto ilistrativa/MTE

No dia 13 de maio, comemora-se os 135 anos da assinatura da Lei Áurea pela princesa Isabel, mas as desigualdades sociais perpetuam a exploração do trabalho degradante, tanto nas grandes empresas e lavouras, quanto no serviço doméstico. O Sindicato dos Auditores Fiscais do Trabalho do Estado da Bahia (SAFITEBA) alerta para o aumento da escravidão moderna e reforça a necessidade de uma ação conjunta entre governo, sindicatos, veículos de comunicação e sociedade pela erradicação do trabalho escravo. Mesmo com quase 50% dos cargos desocupados, o combate ao trabalho escravo vem sendo feito de forma ostensiva pelos Auditores-Fiscais do Trabalho (AFTs).

No ano passado, 2.575 trabalhadores foram encontrados em situação análoga à escravidão e, já nos quatro primeiros meses de 2023, mais de 1.200 pessoas foram resgatadas durante as 94 ações realizadas pela Inspeção do Trabalho. Entre os resgates mais recentes, destaca-se a operação realizada entre os dias 11 e 20 de abril, quando um grupo de 85 trabalhadores de plantio de cana de açúcar foi resgatado por AFTs no Estado de São Paulo. Alguns deles são oriundos do município de Pindaí, na região Sudoeste da Bahia. Eles trabalhavam de domingo a domingo, até nove horas por dia, com intervalo para o almoço que não chegava a quinze minutos.

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