Foto: Ricardo Stuckert/PR e Reprodução/White House
A negociação formal entre Brasil e Estados Unidos após a tarifa de 25% sobre a economia brasileira só deve ocorrer após as eleições de outubro. A medida entra em vigor a partir desta quarta-feira (22).
A avaliação do governo Lula aponta que os EUA vão preferir aguardar a definição do cenário político no Brasil para decidir se retoma as negociações. O Planalto entende que o tarifaço tem motivações políticas.
Na última quinta-feira (16), o chanceler Mauro Vieira apontou que as exigências apresentadas por Washington não tinham contrapartida para o Brasil e eram “inaceitáveis”.
Lembre antigo tarifaço dos EUA contra o Brasil
Vieira lembrou que Trump anunciou uma tarifa de 50% em julho de 2025 e também teve motivação política. Na ocasião, Trump enviou carta para Lula afirmando que a sobretaxa estava vinculada ao processo contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
O Planalto não abre mão das negociações mesmo com o cenário desfavorável. O governo tem como objetivo consultar os setores mais afetados para mapear mercados alternativos e redirecionar parte das exportações brasileiras.
Lula não deve criticar Trump
Questionado pela oposição sobre as críticas contra Donald Trump, Lula sinalizou que não vai elevar o tom. O petista apontou que vai voltar a abordar o tarifaço quando Trump se manifestar sobre o tema.
Os EUA alegam barreiras comerciais e prejuízo a empresas norte-americanas como principais motivações. Em defesa, o Brasil afirmou que os EUA leva vantagem na balança comercial entre os países.


