Foto: Lula Marques/ Agência Brasil
O ex-governador de Goiás e pré-candidato à Presidência da República Ronaldo Caiado (PSD) voltou a criticar o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Em entrevist á Veja, ele questionou a ‘autoridade moral’ para ocupar o Palácio do Planalto e mencionou a possível ligação de Lulinha com o escândalo do INSS.
Caiado avaliou também que o Brasil vive momento de “mexicanização” na segurança pública e questionou o envolvimento do narcotráfico na economia formal do país.
Ele aproveitou a ocasião para defender as classificações das facções Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas pelos Estados Unidos e prometeu ‘regatar’ o Brasil do crime organizado se for eleito.
“No dia 5 de janeiro, ao tomar posse, um dos projetos que encaminharei ao Congresso Nacional é classificar o PCC e o CV como terroristas”, disse ele. Temendo intervenções estrangeiras, o governo brasileiro foi contra a medida imposta pelos EUA alegando defesa da soberania.
Críticas contra Flávio Bolsonaro
Caiado também cobrou explicações ao senador e nome do Partido Liberal (PL) para o Palácio do Planalto, Flávio Bolsonaro, sobre o envolvimento com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
Tentando se colocar entre os principais candidatos, Caiado defendeu que os eleitores escolham quem tem “autoridade moral” nas urnas. O político disse em maio que Flávio teria sido contaminado pelo escândalo de Vorcaro.
“A pessoa que está contaminada não tem estatura para sentar na cadeira da Presidência da República. O Vorcaro estava contaminando todos os Poderes, e nós estamos vivendo nessa desordem institucional. Você não sabe em quem acredita, porque hoje tanto o Supremo quanto os órgãos do Congresso Nacional, como também a presidência e outros tantos estão envolvidos em escândalo”, criticou na ocasião.


