Desde o fim de semana, as ruas no entorno da praça Júlio Prestes, no centro da cidade de São Paulo, estão vazias. Conhecida por abrigar a Cracolândia, a região é movimentada em virtude da presença de usuários e traficantes de drogas.
Na noite da segunda-feira 21, imagens das câmeras de segurança da prefeitura mostravam moradores de prédios cantando e comemorando na praça da rua Cleveland, antes tomada por barracas de traficantes.
Segundo a Polícia Civil, a dispersão começou na noite da quinta-feira 17, depois de determinação do crime organizado para que as pessoas deixassem o local. Ainda não se sabe por que esse pedido foi feito aos dependentes químicos.
“Não houve nenhum tipo de negociação com o crime organizado”, informou o secretário-executivo municipal de Projetos Estratégicos, Alexis Vargas, em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo, publicada nesta terça-feira, 22.
Moradores relataram que a concentração — o chamado fluxo — no quadrilátero da rua Helvetia, alamedas Dino Bueno e Cleveland e a praça Júlio Prestes já vinha diminuindo nos últimos dias, sem motivo aparente.
Sant’Ana mencionou que o “fluxo” se dispersou para as ruas Gusmão, Triunfo e Protestantes, todas nas proximidades de onde a Cracolândia fica.



