Foi preciso reformular a forma como nos socializamos e adaptar rotinas. Em meio a esse cenário de incertezas e medos, são esperadas alterações emocionais e cognitivas, afinal, em torno de aproximadamente um ano desde o início da quarentena, ainda sabemos pouco sobre a Covid-19.
Produções científicas recentes discutem o novo termo “coronofobia”, definido pelo excesso de medo e ansiedade de contrair o vírus da Covid-19. É normal se sentir ansioso no atual cenário de pandemia mundial, no entanto, a intensificação desse sentimento pode ser prejudicial para a saúde mental do indivíduo. Os sintomas podem se manifestar em níveis fisiológico, comportamental e cognitivo e servir como critério para diagnosticar algum transtorno mental, tais como: transtornos de ansiedade, depressão, dentre outros.
Alguns dos sintomas físicos comuns à coronofobia são: palpitações, dificuldades para respirar e prejuízos no sono. No âmbito emocional, o indivíduo se sente triste, culpado ou com medo além da conta. No âmbito comportamental há um evitamento desproporcional de contato com o mundo exterior e uma compulsão em relação a medidas de segurança.
Uma rotina saudável estimula a produção de reguladores do humor como a endorfina e a serotonina. Portanto é recomendável adotar em sua rotina a prática de atividade física, envolvimento em atividades prazerosas, alimentação saudável e manutenção de uma rotina de sono.
Em algumas situações, as estratégias individuais podem não ser suficientes para estabilizar as respostas emocionais/fisiológicas/cognitivas de quem está sofrendo de “coronofobia” ou outro quadro psicológico, por isso é recomendada a procura por um profissional da saúde mental.
Fonte: Zíngara Bonfim Lopes


