O empresário de fruticultura, Ricardinho Ribeiro, rebateu queixas e críticas de alguns lavradores da agricultura familiar de Dom Basílio que não ficaram satisfeitos com a liberação emergencial de 1,2 mi m3 (um milhão e 200 mil metros cúbicos) de volume de água da Barragem Luis Vieira para irrigantes do município vizinho, na última semana, sob acusação de ser insuficiente, além de acusarem que o liquido não teria chegado a seu destino por que, supostamente, o mesmo teria sido desviado por proprietários de lotes de plantios de Livramento de Nossa Senhora, durante todo o percurso liberado e disponibilizado.
Os irrigantes dombasilienses também pedem a liberação de mais um outro volume, desta vez, num total de 8 milhões de metros cúbicos, o que não concordam os produtores livramentenses que reagiram à proposta. Ricardinho Ribeiro, entretanto, contesta todas as queixas apresentadas na reunião da Ana com os membros da Comissão Gestora de Água de Livramento, Dom Basílio e Rio de Contas, e se posiciona contra o novo pedido.
“Não estou defendendo em favor de nenhum grande produtor. Mas do montante de vazão liberado, posso afirmar que não houve nenhum desvio. Sou produtor com propriedades ao longo do leito do rio. E eu mesmo não tirei nenhuma gota da descarga. Então essa acusação é mentirosa”, contra-atacou.
Explicou que, a exemplo de Dom Basílio, Livramento também tem muitos pequenos e médios plantadores de maracujá, mas que mantêm a irrigação de seus lotes através de poços artesianos, o que poupa, inclusive a barragem Luís Vieira e o próprio açude do Paulo. Em relação a Dom Basílio, o município passou a ser atendido também pela Barragem Luís Vieira porque a comporta do Açude do Paulo, que tem hoje uma reserva de volume de pouco mais de 6 milhões de metros cúbicos, está emperrada e não consegue funcionar para liberação da água para os irrigantes vizinhos.
A liberação da reserva da barragem Luís Vieira faz parte do Termo de Alocação dos Volumes de Águas dos Açudes 2020/2021, da Agência Nacional de Águas (ANA), que trata do calendário e vazão definidos de acordo com a vazão total de toda capacidade da barragem.
O empresário Ricardinho Ribeiro, que também é prefeito de Livramento, explica que a questão não é a liberação de vazão pela barragem Luís Vieira para Dom Basílio e, sim, é ter responsabilidade para o uso inadequado da água, mesmo quando a capacidade de reserva estiver satisfatória (hoje o volume é de 76 milhões de metros cúbicos).
O embate foi manifestado durante reunião virtual da ANA a qual membros e representantes de Livramento na Comissão Gestora participaram da videoconferência, reunidos pela manhã na Escola Fernando Ledo (ex-Polivalente). Fonte//muraldenoticias



