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Governo pede que caso de Lulinha saia do STF pois está com André Mendonça PGR argumenta que não há investigado com foro privilegiado no inquérito

Governo pede que caso de Lulinha saia do STF pois está com André Mendonça PGR argumenta que não há investigado com foro privilegiado no inquérito

Foto: Arquivo

A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) que o inquérito envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, seja enviado para a primeira instância da Justiça. A solicitação considera que não há, entre os investigados, pessoa com foro por prerrogativa de função que justifique a permanência do caso na Corte. A informação foi divulgada pela colunista Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo.

O pedido está sob análise do ministro André Mendonça, relator das investigações no Supremo. Caso a solicitação seja aceita, o procedimento deixará de tramitar no STF e passará à Justiça de primeira instância, que será responsável pela continuidade das apurações.

Investigação envolve lobby no governo

Lulinha é investigado em uma das frentes relacionadas às apurações sobre suspeitas de tráfico de influência e corrupção. O nome dele apareceu nas investigações a partir da relação com a empresária Roberta Luchsinger, que teria tentado intermediar um negócio envolvendo a venda de medicamentos à base de canabidiol ao Ministério da Saúde.

Segundo a Polícia Federal, mensagens analisadas durante a investigação indicam que Luchsinger afirmava falar em nome de Lulinha e buscava receber uma comissão de 20% caso o negócio fosse concretizado. Em uma das conversas, ela teria utilizado a expressão “Eu sou o Fábio”. O projeto, entretanto, não avançou.

A investigação também identificou contatos entre Luchsinger e Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola, ex-chefe de gabinete do presidente Lula. A empresária teria encaminhado a ele uma minuta de contrato relacionada ao fornecimento de medicamentos à base de canabidiol ao Ministério da Saúde.

Caso tramita sob relatoria de Mendonça

O pedido da PGR ocorre enquanto o ministro André Mendonça concentra a relatoria de diferentes investigações relacionadas ao caso. O Supremo também recebeu dados produzidos pela Polícia Federal, incluindo mensagens e informações financeiras que integram as apurações envolvendo Lulinha.

A defesa do filho do presidente nega envolvimento em irregularidades e avalia pedir ao STF o levantamento integral do sigilo dos inquéritos. O advogado Marco Aurélio de Carvalho afirma que a medida permitiria maior transparência diante da divulgação de informações parciais atribuídas às investigações.

Até o momento, Lulinha não foi condenado nem há uma decisão definitiva sobre sua responsabilidade no caso. Se André Mendonça aceitar o pedido, a investigação apenas deixará o STF e passará a tramitar na primeira instância. O caso, portanto, continuará sendo investigado.

Fonte: #Acesse Política — matéria original

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