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Mesmo com pressão de Estados, revisão do ICMS de combustíveis deve ser aprovada no Senado

Mesmo com pressão de Estados, revisão do ICMS de combustíveis deve ser aprovada no Senado

Apesar da crítica dos Estados e da oposição, o Senado tende a aprovar a proposta que prevê um valor fixo para o ICMS dos combustíveis. A matéria, que já passou pela Câmara, tem o objetivo de reduzir o preço final aos consumidores. O imposto cobrado em cada unidade federativa seria calculado com base na média dos dois anos anteriores. O senador Lasier Martins (Podemos-RS) considera a medida positiva e diz que está inclinado a votar em favor dela. “Agora, é verdade que os Estados e municípios vão perder receita. Por isto é imperioso que se lute, que se propugna o tempo todo, para que os governos federais, estaduais, municipais, reduzam os seus custos, gastem menos, que aí dá para abaixar os impostos”, analisou. Nas estimativas dele, se o projeto for aprovado, o preço do litro poderá cair até 8%. O senador José Aníbal (PSDB-SP), por sua vez, critica o papel do governo federal na crise dos combustíveis.

“Isto é inaceitável e o resultado vai ser quase nulo. No que depender de mim, no Senado, não será esta a alternativa. O Brasil precisa ter credibilidade, confiança e respeito para que a gente possa reduzir preços e segurar essa inflação”, analisou. O tucano afirma que o Palácio do Planalto “terceiriza competências” quando envia a matéria ao Congresso. O secretário de Fazenda do Mato Grosso, Rogério Luiz Gallo, não acredita que a mudança no ICMS trará um alívio ao bolso do consumidor. “Qualquer redução, qualquer alteração de política tributária muito dificilmente isso vá impactar de modo direto e objetivo, na mesma escala, na mesma proporção para o consumidor final. Eu vou dar um exemplo, um exemplo recente: o governo federal no início de fevereiro cortou 31 centavos do PIS-Confins, que são dois produtos federais, sobre o diesel, e na bomba, um mês e meio depois, tinham sido refletidos tão somente três centavos”, calculou. Tanto Gallo quanto outros estados reclamam que a mudança no ICMS vai causar perda na arrecadação. Antes de votar a matéria, senadores querem ouvir especialistas, secretários da Fazenda e os próprios governadores.

*Com informações do repórter Fernando Martins

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