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Justiça Federal proíbe abate de jumentos na Bahia e aponta maus-tratos e risco à espécie

Foto: Reprodução

A Justiça Federal determinou a suspensão do abate de jumentos na Bahia. A decisão foi assinada na segunda-feira (13) pela juíza Arali Maciel Duarte, que considerou, entre outros fatores, denúncias de maus-tratos, irregularidades sanitárias e o risco de redução drástica da população desses animais.

O tema vinha sendo debatido há anos, especialmente após entidades de defesa animal passarem a questionar as condições em que os jumentos eram criados e abatidos no estado. Apesar de a atividade ter sido regulamentada pela Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab) em 2016 e novamente em 2020, a decisão judicial aponta que normas vigentes não estavam sendo devidamente cumpridas.

Além de proibir o abate, a Justiça também determinou que os animais sejam encaminhados para santuários de proteção, garantindo melhores condições de cuidado.

Em nota, o representante do frigorífico FriNordeste — apontado como o único abatedouro especializado nesse tipo de atividade — informou que a empresa ainda não foi oficialmente notificada. O estabelecimento afirmou ainda que opera com respaldo de uma liminar vigente e entende que essa autorização continua válida até o encerramento definitivo do processo judicial.

Abate de jumentos na Bahia

Dados do Ministério da Agricultura indicam que mais de 173 mil jumentos foram abatidos na Bahia entre 2021 e abril deste ano. A cidade de Amargosa se destaca como principal polo exportador. Grande parte dos animais abatidos tinha como destino a China, onde o couro é utilizado na produção do ejião, substância da medicina tradicional chinesa associada a benefícios como rejuvenescimento e aumento de vitalidade. Entre 2018 e setembro de 2025, o Brasil exportou mais de uma tonelada do produto para o país asiático, movimentando cerca de 5,5 milhões de dólares, o equivalente a aproximadamente R$ 27,5 milhões. A decisão ainda cabe recurso.

Foto: Alberto Maraux / SSP

A Polícia da Bahia aumentou em 50% o número de armas de fogo apreendidas em 2025 e aparece no “Top 3” dos estados que mais localizaram armamentos no Brasil. O levantamento comparou os dados registrados pelos estados nos anos de 2022 e 2025.

Com o reforço do efetivo, através da contratação de 9.500 policiais, peritos e bombeiros, além da ampliação das ações de inteligência contra as facções, as Forças da Segurança Pública da Bahia apreenderam 7.633 no ano passado. Em 2022 a Polícia alcançou 5.097 armas.

Entre os armamentos retirados das ruas em 2025, destaque para o número recorde de 138 fuzis apreendidos.

“Com o reforço do efetivo e seguindo a doutrina do Policiamento Orientado pela Inteligência, as Forças Estaduais e Federais intensificaram a repressão qualificada contra o crime organizado, alcançando esse excelente resultado”, destacou o secretário da Segurança Pública da Bahia, Marcelo Werner.

Acrescentou ainda que a retirada das armas resultou em três anos (2023, 2024 e 2025) consecutivos com redução das mortes violentas. “Seguiremos trabalhando com integração, inteligência e investimentos, promovendo ações cada vez mais qualificadas contra a criminalidade”, completou Werner.

Foto: Divulgação

A Secretaria Municipal de Saúde de Brumado realizou, na manhã desta terça-feira (14), uma Feira de Saúde voltada ao atendimento de pacientes com Diabetes Mellitus na Unidade de Saúde da Família Joaquim de Castro Donato, localizada no bairro Irmã Dulce.

A iniciativa teve como foco a prevenção e o acompanhamento do pé diabético, uma das principais complicações associadas à doença. Durante o evento, os participantes tiveram acesso a atendimentos especializados e orientações voltadas ao cuidado contínuo com a saúde.

A programação incluiu avaliação clínica dos pés, exames específicos, além de palestra educativa com informações sobre hábitos e práticas essenciais para evitar complicações. Também foram oferecidos serviços como verificação de medidas corporais, aferição de sinais vitais, renovação de receitas médicas e atendimentos na área odontológica.

A ação reforça o papel da atenção básica na promoção da saúde e na prevenção de doenças, garantindo um cuidado mais próximo e humanizado à população.

A iniciativa integra as estratégias da Secretaria de Saúde para ampliar o acesso aos serviços e fortalecer o acompanhamento de pacientes com doenças crônicas no município.

Foto: Redes sociais

Uma mulher de 39 anos morreu após passar mal enquanto realizava a limpeza do banheiro de sua residência, no município de Camaçari. A vítima, identificada como Evelline, era fonoaudióloga e conhecida por manter a casa sempre organizada. Segundo informações de familiares, ela teria utilizado uma grande quantidade de água sanitária durante a faxina, o que provocou a liberação de vapores tóxicos em um ambiente fechado. O forte odor se espalhou rapidamente pelo local.

De acordo com relato de um parente, Evelline foi encontrada já caída no chão, ainda segurando um rodo, após ter inalado o produto em excesso. A exposição aos gases químicos causou um quadro de edema de glote — inchaço na região da garganta — que comprometeu a respiração. Em seguida, a vítima sofreu uma parada cardíaca e não resistiu.

Especialistas alertam que a combinação ou o uso excessivo de produtos de limpeza pode gerar reações perigosas, com liberação de substâncias tóxicas. A orientação é utilizar os produtos de forma moderada, separadamente e sempre em locais ventilados. Dados recentes indicam que a Bahia já registrou 244 casos de intoxicação relacionados a produtos de limpeza desde o início do ano, o que reforça a necessidade de atenção e uso consciente desses itens no dia a dia.

Foto: Ubatã Notícias

Um jovem identificado como Gustavo Quaresma, de 17 anos, foi morto a tiros na madrugada desta quarta-feira, 15, no bairro Março, em Ubatã. Conforme apurado pelo Ubatã Notícias, dois homens encapuzados invadiram a residência da vítima após cortarem o cadeado e arrombarem a porta. No interior do imóvel, eles renderam dois familiares e, em seguida, executaram o adolescente com diversos disparos.

Após o crime, os suspeitos fugiram em uma motocicleta possivelmente em direção à BR-330.  A Polícia Militar esteve presente, isolou a área e registrou a ocorrência. O Departamento de Polícia Técnica (DPT) foi chamado para realizar a perícia no local e providenciar a remoção do corpo para o Instituto Médico Legal (IML). O caso será investigado pela Polícia Civil, que deve apurar a motivação do crime e se há envolvimento com outras ocorrências na região. A autoria e as circunstâncias do homicídio ainda são desconhecidas. *Com informações do Ubatã Notícias

Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil

Salvador retrocedeu no Índice de Progresso Social (IPS) 2025. A capital baiana despencou para 62,05 pontos e amarga a 1.379ª posição entre os municípios brasileiros, figurando entre as piores capitais do país.

Um ano antes, o cenário já não era confortável: nota de 63,80 e desempenho entre os mais baixos. Agora, além da queda na pontuação, há um agravamento mais amplo, espalhado por áreas essenciais, segundo o estudo.

Como Salvador se posiciona entre as capitais

Entre as 27 capitais, a distância de Salvador para o topo fica ainda mais evidente. A cidade aparece na 24ª colocação, com 62,05 pontos, dentro do grupo 3 do índice, uma faixa de desempenho considerada baixa. Na prática, só fica à frente de Maceió (61,48), Macapá (58,72) e Porto Velho (57,25). É o fundo da tabela.

No outro extremo, o ranking é puxado por cidades do Centro-Sul. Curitiba lidera com 69,89 pontos, seguida de Campo Grande (69,63) e Brasília (69,04). Todas no grupo mais alto do índice, com desempenho mais equilibrado entre áreas básicas e oportunidades.

Salvador – Nordeste e Norte

O contraste fica mais claro quando se olha para capitais do próprio Nordeste. João Pessoa (67,00) aparece no top 10, enquanto Teresina (65,76), Aracaju (65,73) e Natal (65,63) também figuram no grupo de melhor desempenho. Salvador, por outro lado, fica mais próxima de capitais da Região Norte, que concentram as notas mais baixas.

Mesmo entre cidades com pontuação intermediária, a capital baiana não consegue se aproximar. Recife (63,33) e Fortaleza (64,44), por exemplo, aparecem à frente, ainda que também enfrentem desafios estruturais semelhantes.

Onde falta o básico

No eixo de necessidades humanas básicas, Salvador soma 70,1 pontos e aparece na 3.792ª posição no país. A conta começa na saúde mais elementar. Em nutrição e cuidados médicos básicos (71,23), o desempenho é considerado fraco. Pesam indicadores sensíveis: mortalidade infantil, baixa cobertura vacinal e internações que poderiam ser evitadas com atenção primária mais eficiente.

Quando o assunto é estrutura urbana, há um contraste. Água e saneamento (85,17) aparece com resultado neutro, sustentado por abastecimento relativamente amplo, ainda que com perdas na distribuição. Já em moradia (85,46), mesmo com nota alta, o enquadramento segue como fraco. Isso porque o índice não olha só número bruto, mas a qualidade das condições, como coleta de lixo, padrão das construções, acesso regular a serviços.

O ponto que mais pesa é segurança pessoal (38,53). Aqui, Salvador desaba. O indicador reúne homicídios, mortes de jovens, violência contra mulheres e acidentes de trânsito. É o pior desempenho dentro do eixo.

Educação oscila e saúde não segura a nota

No bloco de fundamentos do bem-estar, a capital chega a 65,73 pontos e ocupa a 902ª posição. Não é um colapso, mas está longe de representar conforto.

A educação básica continua sendo um gargalo. Em acesso ao conhecimento básico (64,79), o desempenho é fraco, pressionado por evasão escolar, reprovação e distorção idade-série. É o tipo de problema que não aparece de uma vez, vai acumulando ao longo dos anos.

Curiosamente, o acesso à tecnologia puxa para cima. Acesso à informação e comunicação (71,8) aparece como ponto forte, com boa cobertura de internet e telefonia. Funciona, mas não resolve o restante.

Na saúde, o cenário é morno. Saúde e bem-estar (56,91) fica no nível intermediário, com indicadores que misturam expectativa de vida razoável com problemas persistentes, como doenças crônicas e mortalidade precoce.

O meio ambiente entra como um dos poucos respiros. Qualidade ambiental (69,43) tem desempenho considerado forte, apoiado em áreas verdes e menor pressão em alguns indicadores.

Direitos travam avanço e oportunidades não chegam para todos

É no eixo de oportunidades que Salvador mostra mais dificuldade de avançar. A cidade soma 50,31 pontos e aparece na 305ª posição nacional — um resultado que ajuda a explicar por que a capital fica entre as piores no ranking das capitais.

O principal entrave está em direitos individuais (20,95). A nota é baixa e reflete dificuldades no acesso à Justiça, políticas de direitos humanos pouco efetivas e respostas lentas em processos, especialmente nas áreas previdenciária e familiar.

Mas, nem tudo é negativo. Em liberdades individuais e de escolha (62,85), há um desempenho melhor, com acesso a cultura, lazer e esporte ajudando a elevar o indicador.

A inclusão social (43,01) volta a expor feridas abertas: desigualdade de gênero e raça, violência contra populações vulneráveis e crescimento de famílias em situação de rua. É um dos pontos que mais limitam qualquer melhora consistente.

No meio disso tudo, surge um destaque isolado. Acesso à educação superior (74,44) tem desempenho forte e aparece como um dos melhores indicadores da cidade. *Com informações do BNews