Foto: Divulgação/PF
A Polícia Federal, com o apoio do GAECO – Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas e Investigações Criminais do MPBA – e da Polícia Militar da Bahia, deflagrou, na manhã desta terça-feira (27/6), a Operação Astreia 2, segunda fase da operação ocorrida há uma semana. A Polícia Federal representou por novos mandados, a partir de relevantes desdobramentos ocorridos durante o cumprimento dos mandados de busca e apreensão da primeira fase, em virtude da célere análise de parte do material apreendido e de novas diligências policiais.
Essa nova fase tem como objetivo dar cumprimento à mais dois mandados de busca e apreensão e dois mandados de prisão temporária de novos membros da organização criminosa investigada, especializada em tráfico de drogas para os estados da Bahia e Pernambuco. Para a novel deflagração, foram mobilizados cerca de 16 policiais. Foi deferido, ainda, o sequestro de bens e bloqueio de valores dos dois novos investigados. As investigações revelaram a conexão do grupo criminoso com uma série de delitos, dentre eles tráfico de drogas, tráfico de armas e homicídios, e que causaram aumento significativo da violência local. Mesmo após a deflagração da primeira fase da operação policial, a organização criminosa manteve-se ativa, praticando novos crimes.
Os investigados responderão pelos crimes de Organização Criminosa, Tráfico de Drogas e Lavagem de Dinheiro, cujas penas somadas podem chegar a 33 anos de reclusão e poderão ser elevadas ainda de 12 a 30 anos, caso sejam comprovados os homicídios atribuídos à ORCRIM. O nome da operação, ASTREIA, remete à Deusa da Pureza na mitologia grega e está relacionada à suposta qualidade da droga comercializada pela facção. Além disso, a Deusa Astreia traz a imagem da balança, símbolo da justiça, para lembrar aos homens que tudo tem seu contraponto. A Polícia Federal continuará a apuração para alcançar a real amplitude da suposta organização criminosa, bem como identificar outros integrantes.



