Foto: Reprodução/TV Bahia
Uma jovem de 22 anos foi esfaqueada no bairro de Sussuarana, em Salvador, na última terça-feira (4). De acordo com informações da TV Bahia, o suspeito é o ex-namorado da mãe da vítima, identificada como Juliana da Luz. O agressor não aceitava o fim do relacionamento e está foragido.
Em entrevista à TV Bahia, Juliana contou que estava dormindo com seu filho em casa, quando acordou e levantou da cama. Ao sentar, percebeu que havia deixado a porta aberta e a luz acesa. Quando foi apagar a lâmpada, o suspeito invadiu a residência com uma faca na mão, ameaçando matar a vítima.
“Eu consegui tomar a faca da mão dele, quando ele tentou furar minha barriga, mas não esperava que estaria com um facão. Começou a me golpear com o facão e eu estava gritando por socorro a todo momento. Nisso consegui empurrar ele até a varanda e foi o que me salvou”, disse.
Ainda segundo Juliana, o suspeito fugiu após os vizinhos pedirem ajuda. Ela foi atingida no pescoço, nos braços e na cabeça. Ela ficou internada no Hospital Geral do Estado até esta sexta (7), onde passou por cirurgia nos dois braços. O filho da vítima, que estava na casa, não ficou ferido, mas presenciou o crime.
“Meu filho ficou vindo atrás, chamando ‘mamãe, mamãe’, e ele em tempo de matar o menino. Ele [a criança] ficou todo ensaguentado, eu pensei até que tinha sido ferido, mas graças a Deus não teve nada”, falou.
O suspeito é o ex-companheiro da mãe de Juliana, que não aceitava o fim do relacionamento. Para a TV Bahia, Eliane da Luz contou que eles ficaram juntos por cerca de três meses.
“Começamos a namorar em novembro e depois de dois meses ele ficou abusivo, não queria que eu saísse para beber com minhas amigas e nem com minha filha. Também não queria que eu dormisse na minha casa, além de ir ao meu trabalho. Com isso, eu decidi terminar”, explicou.
O término ocorreu há cerca de duas semanas e o suspeito demonstrava ter aceitado a decisão de Eliane. Ele tentou reatar, mas não agiu com agressividade. No entanto, na terça-feira (4), o suspeito ligou para a vítima diversas vezes em tom de ameaça.
“Eu liguei para a Polícia Militar, mas é uma burocracia para ser atendida. Nisso, eu decidi ir até o módulo policial, que é perto da minha casa. No meio do caminho, minha vizinha me ligou e contou o que havia acontecido. Quando cheguei, vi minha filha naquele estado, meu neto ensanguentado, muito sangue, desespero. Na varanda já parecia um filme de terror”, finalizou.
Procurada, a Polícia Civil (PC) informou que as ameaças estão sendo investigadas pela Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (Deam/Casa da Mulher Brasileira).



