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Salvador, 28 de junho de 2025 – Depois de cinco anos intensos em São Paulo, mergulhada nos estudos e nas salas cirúrgicas, a médica oftalmologista baiana Marina Moura Costa Spínola voltou à sua terra natal para viver um momento inesquecível: foi palestrante em duas sessões do XIII Congresso Nacional da Sociedade Brasileira de Oftalmologia (SBO), realizado entre os dias 26 a 28/06, em Salvador.
Marina, formada pela Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública, fez residência no prestigiado Banco de Olhos de Sorocaba e se especializou em Retina Clínica e Cirúrgica na Escola Paulista de Medicina (UNIFESP). A jornada a manteve longe de casa, mas, segundo ela, também a fortaleceu. “Foram cinco anos em São Paulo, aprendendo, crescendo e me dedicando à cirurgia ocular, como catarata e retina, que é a minha paixão, a parte do olho responsável por captar as imagens da vida. Mas meu coração nunca deixou Salvador”, disse, emocionada.
No congresso, Marina apresentou dois trabalhos que traduzem o avanço da medicina ocular, e explica: “A catarata é como um vidro embaçado que impede a entrada da luz. Já a retina é o filme do nosso olho. Sem ela, não há fotografia, não há memória visual. É gratificante poder cuidar disso e devolver a visão às pessoas”.
Para ela, estar de volta tem um sabor profundamente nostálgico e cheio de significado. “É fechar um ciclo. Cresci vendo meu pai, Dr Halley Spínola, se dedicar à oftalmologia. Agora, poder subir ao palco, aqui em Salvador, e dividir o que aprendi, é uma emoção que não cabe no peito.”
Entre abraços, sorrisos e memórias, Marina celebra não apenas uma carreira que floresce, mas o reencontro com suas raízes. E deixa um recado: “Podemos ir longe, mas sempre carregamos nosso lugar de origem dentro de nós.”




