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Governo Bolsonaro é uma ameaça à democracia e aos direitos do povo, alerta Waldenor Pereira

 

Foto – Gustavo Bezerra

O deputado Waldenor Pereira (PT-BA) afirmou durante discurso da tribuna da Câmara, na quarta-feira (3), que o governo de extrema direita e ultraliberal de Jair Bolsonaro é uma ameaça à democracia, aos direitos sociais do povo e à sobrevivência das minorias do País. O parlamentar destacou ainda que, ao contrário da atual ‘gestão’, os governos do PT (de Lula e Dilma) trataram de fortalecer a democracia garantindo a participação popular nas decisões do governo, ao mesmo tempo em que promoviam a justiça social e o respeito à diversidade no Brasil.

Durante o discurso, Waldenor lembrou que a própria eleição de Bolsonaro reflete um momento histórico de enfraquecimento da democracia e do humanismo em todo o planeta. “A solidariedade, o cuidado, a generosidade com os mais vulneráveis começa a ser visto com maus olhos, trocados pelo egoísmo de quem só pensa em se dar bem a qualquer custo”, analisou.

Segundo ele, essa degeneração humana também estimula o surgimento de “guerras, impulsos separatistas e muros” enquanto as desigualdades sociais crescem e geram conflitos que retroalimentam o racismo, a xenofobia, o machismo e todo tipo de intolerância. “São as marcas da ascensão da extrema direita – conservadora, reacionária –, que não sabe aceitar a modernidade e conviver com as minorias”, apontou Waldenor Pereira.

Ainda de acordo com o parlamentar, desde que assumiu a presidência, Bolsonaro colocou em prática esse ideário da extrema direita. O petista lembrou que entre as primeiras medidas do novo governo foi declarada “guerra aos pobres”, com a extinção do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea) e da estrutura de organização do Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Sisan), que combatiam a fome no País.

Minorias

O deputado também destacou a ação de “guerra às minorias”, com a transferência da responsabilidade de demarcação de terras indígenas e quilombolas para o Ministério da Agricultura. Ele lembrou ainda da “guerra às pessoas com deficiência”, declarada após o governo Bolsonaro suspender as atividades do Conselho Nacional dos Direitos das Pessoas com Deficiência (Conade).

“Bolsonaro já declarou diversas vezes que “as minorias têm que se curvar às maiorias”. Pois bem, estamos começando a ter amostras das maldades, das medidas criminosas que derivam dessa ideia. Os valores da tolerância e da igualdade estão golpeados de morte. Já não podemos chamar de democracia ou de Estado de Direito uma Nação que exclui justamente aqueles que mais precisam de apoio”, advertiu Waldenor Pereira.

Previdência

Ainda de acordo com o parlamentar, outra face cruel do governo Bolsonaro é a proposta de Reforma da Previdência, que dificulta a aposentadoria de todos os trabalhadores brasileiros, especialmente de mulheres, idosos em situação de miséria, trabalhadores rurais e professores.

“A PEC do Bolsonaro é pior que a do Temer. Propõe que os trabalhadores brasileiros paguem contribuições maiores, contribuam por mais tempo, se aposentem mais tarde e ainda recebam benefícios menores”, observou.

Democracia

O petista disse ainda, ao citar o autor do livro “Como as Democracias Morrem”, Steven Levitsky, que atualmente as democracias já não acabam pela ação de tanques de guerra, pela tomada dos meios de comunicação ou pelo fechamento do Congresso. “Hoje, a maioria das democracias morre pela ação de líderes eleitos, autocratas que chegam ao poder pela via eleitoral e usam as instituições da democracia para subvertê-la”, destacou Waldenor.

Ainda citando o texto do livro “Como as Democracias Morrem”, o petista disse que “a estrada eleitoral para o autoritarismo é que ela é mascarada por uma fachada de democracia”. Segundo ele, “a maior parte das medidas antidemocráticas” do governo eleito é “tecnicamente constitucional, aprovadas pelo Congresso e pelo Supremo”. Enquanto isso, “os direitos civis são sufocados lentamente, começando pelas minorias”.

De acordo com o petista, desde 2016, “após um período de florescimento da democracia nos governos do PT”, o Brasil está sujeito “aos piores movimentos da política mundial”. “Sob a aparência de normalidade, acontecem os maiores descalabros”, lamentou.

Esperança

O parlamentar recordou ainda que apesar dos retrocessos patrocinados pelo governo Bolsonaro, a população brasileira sabe que é possível construir uma nova realidade. “Nos treze anos de governo do PT, milhões de brasileiros saíram da pobreza extrema, milhões deixaram de sofrer a dor e a humilhação da fome, milhões tiveram acesso às universidades”. “Isso é inclusão, é cidadania, é dignidade – e nada disso será retirado do povo brasileiro”, frisou.

Segundo Waldenor, a população precisa lutar contra os desmandos da mesma forma “como o presidente Lula tem resistido depois de um ano de uma prisão injusta”. “Ele que foi condenado e preso sem ter cometido crime algum, vítima de uma farsa judicial que retirou dele não apenas a liberdade, mas também os direitos legais dos cidadãos. Lula não pode dar entrevistas; não pode mais receber os líderes religiosos que querem visitá-lo; não pôde sequer comparecer ao velório de seu irmão. Cada uma dessas arbitrariedades comprova o que viemos repetindo desde abril do ano passado: Lula é um preso político”, declarou.

Lula Livre

Ainda de acordo com o petista, se a perseguição contra Lula não tivesse ocorrido e a população tivesse tido a oportunidade de escolher livremente o seu presidente, a história hoje poderia ser completamente diferente.

“Por isso que não se pode falar em uma democracia plena no Brasil; não enquanto Lula permanece preso, sem um julgamento justo, sem contar com os direitos que deveriam caber a qualquer cidadão brasileiro. Queremos retomar junto a ele o projeto de um País mais justo e menos desigual. Enquanto isso não acontece, vamos sendo Lula, vamos sendo suas pernas e sua voz”, destacou.

Resistência

O parlamentar adiantou que o PT estará na luta em defesa da democracia e do povo brasileiro, atuando “ao lado dos movimentos sociais, das comunidades tradicionais, dos organismos de defesa dos direitos humanos, da Igreja Católica e de cada um dos perseguidos pelo desgoverno Bolsonaro”. “Aqui, ninguém solta a mão de ninguém”, avisou.

Héber Carvalho

 

Foto: Divulgação

O CEFORC ATER Chapada Diamantina e Irecê realizou, durante o mês de março do ano corrente, rodada de capacitações em comunidades localizadas nos municípios atendidos pelo Projeto Bahia Produtiva. O objetivo das ações foi de orientar os produtores rurais na prática de preparo de solo e plantio consorciado de palma e mandioca. De acordo com o técnico do CEFORC, Adão Azevedo, a proposta visa a redução de prejuízos com a mandiocultura, pois os produtores possuem despesas com o preparo do solo e após alguns veranicos, fenômeno meteorológico comum nas regiões meridionais do Brasil, as plantas acabam morrendo, destacou.

Foto: Ilustrativa

O porta-voz da Presidência da República, Otávio Rêgo Barros, informou nesta sexta-feira (5) que não haverá horário de verão neste ano.Inicialmente, Rêgo Barros disse que o governo havia decidido acabar com o horário de verão. Questionado sobre detalhes da medida, respondeu: “Esta é a posição para este ano. Para o próximo ano, faremos avaliação posterior”.De acordo com o porta-voz, o Ministério de Minas e Energia fez uma pesquisa segundo a qual 53% dos entrevistados pediram o fim do horário de verão.Mais cedo, nesta sexta-feira, o presidente Jair Bolsonaro participou de um café da manhã com jornalistas. Entre outros pontos, disse que poderia acabar com o horário de verão já em 2019.Pouco depois de Otávio Rêgo Barros informar a decisão do governo, Bolsonaro publicou uma mensagem sobre o assunto em uma rede social:”Após estudos técnicos que apontam para a eliminação dos benefícios por conta de fatores como iluminação mais eficiente, evolução das posses, aumento do consumo de energia e mudança de hábitos da população, decidimos que não haverá Horário de Verão na temporada 2019/2020.”De acordo com o Ministério de Minas e Energia, o Brasil economizou pelo menos R$ 1,4 bilhão desde 2010 por adotar o horário de verão. Segundo os números já divulgados, entre 2010 e 2014, o aproveitamento da luz do sol resultou em economia de R$ 835 milhões para os consumidores.

Foto: Bahiaverdade

O Ministério Público estadual recomendou à Prefeitura Municipal e à Secretaria de Educação de Livramento de Nossa Senhora que anulem o ato de nucleação que transferiu pelo menos 200 alunos de 12 escolas da zona rural do Município para unidades a mais de 2 quilômetros de suas residências. O promotor de Justiça Ruano Fernando da Silva Leite recomendou que, num prazo de 30 dias, os alunos possam retornar às unidades de origem, cabendo aos pais e responsáveis optar, se quiserem, pelas escolas atuais. A recomendação busca garantir ainda que crianças com menos de 7 anos estudem em suas próprias comunidades rurais e, caso precisem se deslocar por mais de 2 quilômetros, contem com transporte escolar exclusivo, sem alunos mais velhos, o que deverá ser regulamentado pelo Conselho Municipal de Educação, a quem caberá também aprovar a nucleação, levando em conta a manifestação da comunidade escolar e os impactos do processo sobre os alunos da educação infantil.

A recomendação foi elaborada com base em inquérito civil que constatou que a nucleação para o ano letivo de 2019 em Livramento de Nossa Senhora foi realizada “de forma unilateral pela Secretaria Municipal de Educação, sem amplo debate com a comunidade”. Com o processo, pelo menos 200 alunos do ensino fundamental e 68 crianças do ensino infantil, com até cinco anos de idade, foram transferidas para unidades que ficam até 17 quilômetros distante de suas residências. As investigações do MP apuraram ainda que o trasporte desses alunos tem sido realizado “de forma precária, sem monitores suficientes, misturando crianças e adolescentes no mesmo veículo, e com viagens que duram tempo excessivo, desestimulando a frequência às escolas”. Se o Município atender o MP, os alunos voltarão a estudar nas escolas municipais Augusto Silvério Alcântara, Cláudio Manoel da Costa, Eliseu Freire, Dirce de Castro, Nélson José Leal, João Paulo I, Santa Rita de Cássia, Joaquim Correia, Tiradentes, Vicente Batista de Souza, Rua do Areão e Joana Angélica. Fonte//livramentomanchete

Foto: Flávio Veloso

Nunca na história da Libertadores o Flamengo conseguiu vencer as três primeiras partidas da fase de grupos. Para colocar uma mão na vaga nas oitavas e atingir tal façanha, o time de Abel Braga encara o Peñarol às 21h30, no Maracanã, com o desafio de aliar cabeça fria e coração na ponta da chuteira.

Quem dirige o clube entende que há um novo DNA em construção, ou reconstrução, cuja principal característica é a intensidade em campo. Nas palavras de Abel Braga, há um resgate da alma rubro-negra. O algo mais que faltava para a conquista de títulos relevantes.

A nova filosofia, que vem desde a direção, irradiou até os jogadores. E cada um lida com essa exigência da sua maneira. Aí é que vem a cilada, sobre a qual Everton Ribeiro comentou ontem, antes do treino que confirmou a escalação sem surpresas contra os uruguaios.

Segundo o jogador, há um limite tênue entre excesso de vontade e descontrole, que pode gerar cartões e prejudicar a equipe. Sobretudo diante de um Peñarol já famoso por confusões. Felipe Melo, pelo Palmeiras, que o diga. Ficou três jogos suspenso ano passado por brigar com os uruguaios. Flamengo e Peñarol também terminou em pancadaria no último encontro, na semifinal da Copa Mercosul de 1999, em que foi campeão.Em ambientes com o apoio da torcida, o risco aumenta. Sobretudo quando a nação rubro-negra esgota os ingressos, caso de hoje, e vai com mais de 60 mil pessoas ao Maracanã.

— Para perder o controle no campo é rápido, fácil. Fizemos dois bons jogos até agora, controlamos a partida. A equipe está preparada e bem treinada, nos dá confiança para fazer um bom jogo — declarou o meia-atacante, deixando claro que se não for só na bola, o time também está pronto.

— A equipe é técnica, mas se for um jogo mais pegado, de mais luta, estamos aí — completou Ribeiro.

O aviso deve ser interpretado com cautela por Bruno Henrique, expulso duas vezes na temporada. Em jogos de alta tensão, como no clássico com o Fluminense, o atacante não teve a mesma cabeça fria do companheiro — Everton Ribeiro garantiu a vitória em pênalti cobrado no fim. Após a partida, em que houve destempero ainda maior dos jogadores tricolores, os atletas do Flamengo entraram no vestiário batendo nas paredes e com palavras de ordem. A atitude foi bem vista internamente e pelo torcedor. E contrapõe o estigma de passividade colado a boa parte do elenco atual.

Tanto que a diretoria atual afastou o psicólogo que trabalhava com os jogadores da equipe principal. A ideia é trazer outro profissional, mas não há prazo. Sem uma pessoa tecnicamente capacitada, Abel Braga assumiu as vezes de motivador principal do elenco. A história pessoal do treinador tem servido de inspiração no Ninho do Urubu. Já é dado ao comandante um status de grande líder dentro e fora de campo. Tanto no episódio do incêndio no Ninho do Urubu, quando usou o caso do filho morto para dar força aos jogadores, como agora, quando teve uma arritmia coração e ficou internado. Na volta ao trabalho, Abel uniu ainda mais o grupo em torno de si. E em busca do tal algo mais.

— O Abel é um cara importante, está no momento certo no Flamengo. Tem história de vida difícil, mas vencedora. Ele transmite uma força e tranquilidade, para a gente se virar nos momentos difíceis. Dentro e fora de campo — explica Everton Ribeiro, que ganhou a vaga com o treinador por méritos, mesmo após a contratação de Arrascaeta.

— Quando ele chegou, elogiou nossa equipe, o que vínhamos fazendo, mas disse que estava faltando algo a mais para conquistar. Isso estamos buscando a todo momento. Tem feito diferença em campo — completou o jogador, exigindo calma e concentração do time para não se expor diante do Peñarol. O time uruguaio desembarca no Rio depois de bater o Boston River, por 4 a 0, no final de semana, e chegar à segunda colocação do campeonato nacional. Na Libertadores, tem uma vitória e uma derrota.

Gonzalo Gabriel, da Radio Universal, acredita que a mistura entre jogadores jovens e mais experientes é um dos pontos fortes dos uruguaios, que golearam o San Jose em casa e perderam para a LDU no Equador.

— Gargano (volante) quase não perdeu quando esteve em campo. Dawson (goleiro) é um excelente jogador. Tem jovens, como Braian Rodríguez, que estão se destacante bastante — enumerou o jornalista.

Foto: Divulgação

Enquanto Jair Bolsonaro visitava o Museu do Holocausto, em Israel, Michelle Bolsonaro passou a terça-feira visitando projetos sociais na cidade de Campina Grande, na Paraíba, em sua primeira viagem oficial como primeira-dama. Entre tantos encontros, em um deles, em especial, ela não conseguiu segurar a emoção. Michelle foi às lágrimas com a história e a determinação do jovem Leryston Matheus, de 21 anos. Eles conversaram e cantaram juntos a música “Tudo É do pai”, de Padre Fabio de Melo. Leleu Matheus, como prefere ser chamado, sofre de uma doença rara, a Epidermólise bolhosa.

Em sua visita à cidade paraibana, a primeira-dama visitou centros de atendimento de crianças com microcefalia que têm convênio com o governo federal. Michelle teve a companhia da primeira-dama de Campina Grande, Michele Rodrigues.