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Ex-vereador de Aurelino Leal é preso por suspeita de matar esposa e tentar forjar o crime

Foto: Reprodução/Fábio Roberto Notícias

O ex-vereador de Aurelino Leal, João Pereira Sena, conhecido como João das Águas, encontra-se custodiado no Conjunto Penal de Itabuna, acusado de cometer o feminicídio da própria esposa, Cleonice Pereira dos Santos. O crime ocorreu na noite de 31 de dezembro do ano passado, na Fazenda Gratidão, zona rural do município. As informações são do site Fábio Roberto Notícias.

De acordo com a publicação, à época do acontecido, o suspeito informou à equipe médica que a esposa teria passado mal em casa após reclamar de fortes dores de cabeça e que a levou ao hospital da cidade em seu próprio veículo, onde ela já teria dado entrada sem vida. No entanto, durante o reconhecimento do corpo, a filha da vítima e outros familiares perceberam marcas suspeitas no pescoço, braços e pernas, levantando a hipótese de agressão.

Diante das evidências, foi registrado boletim de ocorrência e solicitado exame de necropsia junto ao Departamento de Polícia Técnica de Ilhéus. O laudo confirmou que a causa da morte foi asfixia por esganadura, descartando a versão inicial apresentada pelo então marido.

Segundo relato da filha da vítima, Débora dos Santos Santana, o acusado chegou a comparecer ao velório e tentou carregar o caixão, mas foi retirado do local após ser apontado como autor do crime.

Com a conclusão do inquérito conduzido pelo delegado Marlos Barbosa Lima de Oliveira Macedo e o envio do relatório ao Ministério Público Estadual, a Justiça acatou o pedido de prisão temporária por 30 dias, com possibilidade de conversão em prisão preventiva, considerando a gravidade do crime e o histórico de violência doméstica atribuído ao ex-vereador.

Foto: Reprodução/ Ilhéus Destaques

Uma tragédia foi registrada na tarde deste sábado (25) na Praia de Águas de Olivença, no litoral sul de Ilhéus. Um homem morreu afogado após entrar no mar para tentar socorrer os próprios filhos, que enfrentavam dificuldades por conta da forte correnteza.

A vítima foi identificada como Túlio Ricardo Souza Varges, de 38 anos, técnico em eletrotécnica da Empresa Baiana de Águas e Saneamento (Embasa). Ele estava na praia com familiares quando percebeu que as crianças corriam risco e decidiu entrar na água para ajudá-las. Durante a tentativa de resgate, Túlio acabou sendo puxado por uma corrente de retorno e não conseguiu retornar à superfície.

Os filhos foram salvos por banhistas e por funcionários de barracas da praia, que agiram rapidamente ao perceber a situação. Apesar das tentativas de socorro, Túlio não resistiu.

O corpo foi encaminhado ao Departamento de Polícia Técnica (DPT) de Ilhéus e transferido para Vitória da Conquista, cidade natal da vítima, onde ocorreu o sepultamento neste domingo (25). Túlio deixa esposa e dois filhos.

Crédito: Divulgação/PM

Seis criminosos morreram após um confronto com policiais militares na madrugada deste domingo (25), na zona rural do município de Itajuípe. Durante a ação, realizada pelo 15º BPM de Itabuna com o apoio da CIPE Cacaueira, foram apreendidos fuzis e outras armas de grosso calibre, além de drogas, munições e um drone.

De acordo com a Polícia Militar, as guarnições realizavam patrulhamento especializado no cumprimento de uma Ordem de Policiamento Ostensivo (OPO) quando se depararam com indivíduos em atitude suspeita. Ao perceberem a presença policial, os suspeitos passaram a efetuar disparos de arma de fogo contra os agentes, sendo necessário o revide à injusta agressão.

Após o confronto, seis indivíduos foram socorridos e encaminhados ao hospital mais próximo, mas não resistiram aos ferimentos. Nenhum policial ficou ferido durante a ocorrência.

Na ação, os policiais apreenderam dois fuzis — sendo um deles equipado com luneta (magnificador) para disparos a longa distância —, uma espingarda calibre 12, uma submetralhadora, uma pistola, um revólver, além de drogas, grande quantidade de munições e um drone. Todo o material foi recolhido e apresentado à autoridade da Polícia Judiciária para a adoção das medidas legais cabíveis.

A Polícia Militar da Bahia destacou que a ocorrência reforça o compromisso da corporação no enfrentamento qualificado à criminalidade, por meio de ações firmes e planejadas em defesa da sociedade. *Com informações do Ubatã Notícias

Foto: Divulgação

Clientes da Will Financeira, liquidada pelo Banco Central, devem manter os pagamentos das dívidas no prazo e acompanhar os comunicados oficiais, segundo orientação de especialista.

Com a liquidação extrajudicial, o Banco Central tira a empresa do mercado. A partir disso, ele deixa de operar e as aplicações congelam. Então, um liquidante é nomeado para avaliar a situação.

O profissional vai levantar os valores que a Will possui, o que tem a receber e o que tem a pagar, para então definir como fazer o pagamento a quem tem crédito com a empresa.

No entanto, as obrigações contratuais continuam existindo. Então, se a pessoa tem que pagar a fatura do cartão de crédito, ela deve fazer o pagamento, explica o especialista em mercado financeiro, André Franco.

“A fatura do cartão de crédito não é perdoada, tá registrado no sistema financeiro nacional. Então, o não pagamento vai causar inadimplência e você ter ali a sua conta colocada no Serasa e no SPC.”

Se a pessoa tem dinheiro em conta ou investimento, ela vai ter que esperar o trabalho do liquidante, diz André.  Se tiver cobertura pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC), o risco é menor.

“O dinheiro em conta de investimento entra na garantia do FGC até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ. Então, essa garantia se estende à conta-corrente que você também tem lá dentro. Quanto a algum risco, o principal é o risco de demora do FGC. Produtos que não são cobertos pelo FGC, como débito, letra financeira e outras coisas, isso pode ser o risco do investidor. Mas, se ele tiver garantido pelo FGC, o risco é muito baixo, o principal seria o atraso no pagamento.”

A Will Financeira, empresa ligada ao Banco Master, teve a liquidação extrajudicial decretada nesta quarta-feira (21) pelo Banco Central. A decisão foi tomada após a empresa não fazer os pagamentos devidos à operadora de cartão de crédito Mastercard.

A reportagem entrou em contato com a Will Financeira para um posicionamento, mas ainda não obteve resposta.

Foto: Reprodução

O Laboratório Central de Saúde Pública (LACEN) de Brumado recebeu o Certificado de Proficiência 2025, reconhecimento que atesta a qualidade, precisão e confiabilidade dos resultados dos exames laboratoriais realizados pela unidade. A certificação comprova que os procedimentos técnicos adotados estão em conformidade com os mais rigorosos padrões de qualidade exigidos pelos órgãos de controle.

O resultado é fruto de um trabalho conjunto que envolve coordenação, equipes qualificadas e investimentos contínuos em equipamentos, fortalecendo toda a estrutura do laboratório e garantindo maior eficiência nos serviços prestados à população.

Além da certificação de proficiência, outro destaque importante do LACEN de Brumado é a agilidade na liberação dos resultados dos exames. A unidade alcançou o selo verde, que representa a melhor avaliação do Estado no tempo de entrega, assegurando rapidez no diagnóstico e contribuindo diretamente para a efetividade do atendimento na rede de saúde.

O reconhecimento reafirma o compromisso da gestão municipal com a qualidade dos serviços públicos de saúde, sempre com foco em oferecer um atendimento mais eficiente, seguro e humanizado à população brumadense. *Com informações do Agora Sudoeste

Foto: imagem gerada por inteligência artificial

A Bahia contabilizou, ao longo de 2025, 103 ocorrências de feminicídio. Os números colocam o estado em 4º lugar no ranking nacional em número de casos, através apenas de São Paulo (233), Minas Gerais (139) e Rio de Janeiro (104).

As estatísticas, presentes em um levantamento recente do Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp), vinculado ao Ministério da Justiça, chamam a atenção para um grave problema não apenas de segurança pública, mas também social.

Ao longo do ano passado, Salvador liderou o número de casos desta natureza, com 11 registros, seguida por Feira de Santana (6) e Camaçari (4). Os dados são enviados pelas secretarias de Segurança Pública dos estados e do Distrito Federal (DF) e compilados pelo Ministério da Justiça.

Crescimento anual

O relatório do Sinesp traz outro dado alarmante: em dez anos, os números aumentam ano após ano. Em 2015, por exemplo, o número de feminicídios registrados pelos órgãos competentes em todo o Brasil foi de 535. Cinco anos depois, em 2020, ele quase triplicou, chegando a 1.347. Já em 2025, 1.470 mulheres foram vítimas deste tipo de crime em todo o país (veja abaixo).

Em um recorte regional, desde 2020, o território baiano acumula 641 crimes desta natureza. Salvador lidera os registros no estado com 94 casos, seguida por Feira de Santana (29), Porto Seguro (18) e Juazeiro (17).

Importância da informação e desconstrução de estereótipos

Para a presidente da Comissão de Proteção aos Direitos da Mulher da Ordem dos Advogados da Bahia (OAB-BA), Fernanda Graziella Bispo Barbosa, atualmente, a violência está naturalizada na sociedade, gerando a necessidade de uma desconstrução de estereótipos.

“A divulgação de informação é crucial para a atenção e para ajudar as mulheres a identificar e sair do ciclo de violência, visto que 68% delas não reconhecem os tipos de violência. Hoje, a violência está naturalizada na sociedade devido à criação de estereótipos de gênero impostos, que definem comportamentos ‘ideais’ para homens e mulheres”, afirma em conversa com o bahia.ba.

“Quando uma mulher foge desses padrões impostos, ela é vista como autorizando a violência contra si, que se manifesta pelo agressor ou pela sociedade através da culpabilização”, completa a especialista.

Na opinião de Fernanda, é necessário mudar os comportamentos para que tenhamos um país mais seguro para as mulheres. “Para combater a violência, é necessário desconstruir os estereótipos de gênero e parar de atribuir comportamentos ideais a homens e mulheres”, pontua.

A advogada ainda chama a atenção para o fato do feminicídio ser o último elo da corrente. “A violência, que culmina no feminicídio (o último ato), começa com violência psicológica, patrimonial e sexual, muitas vezes naturalizadas pela crença de que a mulher tem deveres sexuais e conjugais”, explica.

“A violência é um problema social que só será reduzido quando toda a sociedade se incomodar e combater ativamente e parando de reforçar estereótipos. A Lei Maria da Penha visa proteger as mulheres, não apenas punir homens, e a proteção eficaz depende de as vítimas saberem seus direitos e onde buscar socorro imediato”, conclui.