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Engenheiro diz que estrutura da Embasa em Brumado hoje é defasada

Foto: Luciano Santos

Com estrutura ultrapassada, sistema de esgotamento sanitário em Brumado terá que ser removido e reconstruído, segundo o engenheiro civil Robson Guerra. O representante da empresa Previsam, é mais um que participou na última sexta-feira (8) da audiência pública realizada pelo município para apresentar o processo de licitação. O processo deve ser aprovado em 180 dias. Para o engenheiro, após visitas em algumas Estações de Tratamento de Água (ETA) e, até mesmo no processo de decantação do esgoto, como por exemplo, no bairro Urbis II, é possível constatar que é muito deficitária. “Podemos observar que nessas estações não há um funcionário manobrando os equipamentos. O local estava abandonado”, relatou. Ele ainda destacou a falta de equipamentos reservas em estações de grande importância. “Nós visitamos uma elevatória que existe na comunidade de Lagoa Funda, e podemos observar que a elevatória não possui uma bomba reserva. E se esse equipamento queimar? A comunidade vai ficar vários dias sem água por conta disso”, relatou o engenheiro. Após 46 anos de domínio como concessão, a empresa não possui um plano de urgência e emergência. Agora com o processo de licitação iniciado, o prazo de retorno para a população poderá ser rápido. “Essas questões de segurança como, por exemplo, aumentar a capacidade de armazenamento de água nas estações podem contribuir em casos de queima de bomba”, comentou. Quanto ao esgotamento sanitário, Guerra salientou que há anos sem o tratamento adequado, Brumado investiu muito na saúde, algo que poderia ter sido evitado com investimentos no saneamento básico. “A cada R$ 1 investido em saneamento básico, você economiza R$ 4 em saúde. Isso nos tempos atuais de hoje é inadmissível”, declarou. O engenheiro ainda lamentou que, se investiu muito em caminhões pipas na zona rural, ao invés de construir redes que pudessem atender essas comunidades. “Eu não entendo, se há 20 anos tivessem feito redes até as comunidades, o custo seria muito menor, do que se tivesse levando por caminhões”. Ele completou ainda dizendo que a situação foi tratada como “palanque político, ou seja, de alguma forma, em curto prazo, alguém falou. Opa, eu vou ganhar nome com isso, porque eu vou indicar o caminhão pipa para aquela comunidade”, disse ao 97NEWS o engenheiro Robson Guerra.

Foto: Divulgação

Uma jovem identificada como Roberta Caires Pereira, de 24 anos, foi encontrada morta em sua residência no Perímetro Irrigado do Brumado (Bloco 02 do Lote) em Livramento de Nossa Senhora. Conforme informações preliminares obtidas pela reportagem do Livramento Manchete, o fato ocorreu no início da tarde desta segunda-feira (11), por volta das 12:40h. Ainda segundo informações, Roberta tirou sua própria vida, ela enfrentava problemas psicológicos, o que pode ter levado a cometer o ato. A Polícia Militar foi acionada por familiares para registrar a ocorrência. O Departamento de Polícia Técnica – DPT esteve no local para realizar o levantamento cadavérico. O corpo da jovem foi encaminhado ao IML de Brumado. Roberta deixa uma filha de 3 anos, sua morte comoveu amigos e familiares.

Foto: Divulgação

Na manhã de sábado (09), um homem morreu em confronto com a Cipe Sudoeste em Aracatu. De acordo informações obtidas pelo Destaque Bahia, a guarnição realizava uma ação quando foi surpreendida pelo indivíduo identificado como Fabiano Silva Silveira, que atirou conta os policiais. Ao revidarem a injusta agressão Fabiano acabou sendo atingido e não resistiu. O Departamento de Polícia Técnica foi acionado para realizar o levantamento cadavérico.

Ainda segundo informações, o indivíduo é suspeito de ter participado do latrocínio ocorrido no município na última semana.

O corpo foi removido e encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) de Brumado.

Foto: Divulgação

A convite da Associação dos Agricultores Familiares de Várzea de Dentro e Região, o CEFORC participou na última sexta-feira, 08 de março, de uma reunião comunitária para discutir ações voltadas ao acesso à água e organização comunitária.

O presidente da Associação, Carlos Mesquita (Carlinhos) ressaltou as atividades que a ação vem desenvolvendo no âmbito da agricultura familiar e a oferta de água.

Essa reunião na comunidade de Várzea de Dentro reforça a conquista de direitos e cidadania.

Já o presidente do CEFORC, Hugolino Lima disse que, as Associações Comunitárias contribuem com o desenvolvimento e a ampliação de direitos.

Foto: Divulgação

O CEFORC realizou na manhã deste domingo, 10, na comunidade de Vereda, em Livramento de Nossa Senhora, Bahia, uma reunião conjunta com representantes da Associação de Moradores de Vereda e Lagoa da Jurema, Associação dos Agricultores Familiares de Várzea de Dentro e Associação de Verdinha, para discutirem acerca do Gerenciamento do Sistema de Abastecimento de Água, que é captado diretamente da nascente do Rio Taquari, localizado na Serra das Almas, neste município.

Segundo o presidente do CEFORC, Hugolino Lima, a Gestão dessa água é de grande relevância para garantir o abastecimento das comunidades usuárias e, ainda, evitará os desperdícios, o desabastecimento, as contaminações e os conflitos.

Foto: Divulgação

O senhor João Armindo, presidente da Associação da Vereda reforçou a necessidade de garantir a abundância da água   e, também, implantar regras de organização, controle e a proteção desse líquido precioso e necessário à sobrevivência.

Nesta reunião, foi aprovado o Regimento Interno de Gerenciamento do Uso da Água do Sistema de Abastecimento Vereda, que irá regulamentar o acesso a todos com igualdade e sem segregação, pois água é vida, cidadania e libertação.

Foto: Divulgação

Foi dentro do quarto do filho de três anos que a professora Rosângela da Silva, 32, foi surpreendida pelo ex-namorado em uma noite de janeiro. O empresário Alexandro Lautenschlager, 31, arrombara e invadira sua casa, inconformado com o fim da relação.

Ela registrou boletim de ocorrência por ameaça e conseguiu medida protetiva contra ele. Dias depois, porém, desapareceu. Foi encontrada morta, à beira de um rio, no interior de Mato Grosso.

A professora é uma das 179 mulheres que, em janeiro deste ano, foram vítimas de feminicídio ou sobreviveram a uma tentativa de feminicídio noticiados no país. É uma média seis crimes por dia.

Levantamento feito pela Folha para marcar o Dia Internacional da Mulher, celebrado nesta sexta (8), mostra que 71% dessas mulheres –as que morreram e as que sobreviveram— foram atacadas pelo atual ou ex-companheiro. De cada 4 suspeitos, 1 tinha histórico de violência ou antecedentes criminais.

 

“A violência contra a mulher não ocorre uma só vez. Ao contrário, é padrão de comportamento daquele homem no relacionamento com suas parceiras e com outras mulheres”, diz a promotora Valéria Scarance, coordenadora do Núcleo de Gênero do Ministério Público de São Paulo.

As estatísticas foram compiladas pela Folha a partir de um levantamento feito pelo advogado Jefferson Nascimento, pesquisador da USP, que se baseia em casos publicados na imprensa brasileira.

A Folha analisou notícias e tabulou dados disponíveis sobre cada caso. São 119 mortes e 60 tentativas de feminicídio.A análise, que abrange crimes ocorridos em 25 estados, mostra que a mulher vitimada pelo crime tem, em média, 33 anos, e o agressor, um pouco mais: 38 anos.

O inconformismo com o fim do relacionamento aparece entre os motivos mais citados para a agressão (18%), logo atrás de brigas, ciúmes ou suposta traição (25%).

No caso da professora de Mato Grosso, o relacionamento começou bem. Lautenschlager, que ela conheceu numa balada de final de semana, a presenteava com frequência e parecia educado e prestativo, segundo familiares.

 

“Enchia a casa de flores, fazia comidas diferentes”, diz Quitéria da Silva, 48, irmã de Rosângela. Alguns meses depois, porém, ela começou a se queixar. Ela decidiu pedir um tempo no relacionamento. Lautenschlager, principal suspeito da morte da professora, não se conformou.

O empresário foi detido na fronteira com o Paraguai, dias depois do desaparecimento da ex-namorada. Ele não confessou o crime e se manteve calado, mas continua preso.

Scarance destaca que a separação é um dos principais fatores de risco para o feminicídio, quando associada à perseguição incessante, menções a suicídio pelo agressor e histórico de violência.

Dos casos analisados pela Folha, pelo menos 11 culminaram no suicídio do agressor. Em 15 deles, crianças presenciaram o crime.

“Empoderadas, as mulheres são incentivadas a não ficarem em relacionamentos abusivos. Esses rompimentos colocam a vida das mulheres em risco. A vontade da mulher acaba, como sempre, não sendo respeitada”, diz a juíza aposentada Maria Berenice Dias, autora de “A Lei Maria da Penha na Justiça” e referência no combate à violência contra a mulher.

 

O ciúme, outro dos principais motivos do feminicídio, foi o que motivou a morte da servidora pública Rosane Apolinário, 42, em Forquilhinha (SC), cidade de 26 mil habitantes, no final de janeiro.

Ela foi estrangulada e depois degolada pelo marido, Vanderlei Dahmer, 54, com quem tinha um filho adolescente. O homem foi preso e confessou o crime, dizendo ter sido motivado por ciúmes e que suspeitava de traição.

Poucos dias depois, outro morador da cidade foi indiciado sob suspeita de ser mandante da morte da esposa, Nely Fernandes Schuvinski, em 2017. Ele nega a suspeita.

 

“A verdade é que tem muitas Rosanes e Nelys que sofrem com a mesma situação de violência”, diz a psicóloga Joseane Nazário, 34, uma das coordenadoras de um programa de prevenção à violência contra a mulher em Forquilhinha, em parceria com a arte-educadora Andreza de Oliveira.

Depois do crime, a procura pelo programa aumentou. Em 2018, apenas quatro mulheres participaram do projeto. Neste ano, dez já se inscreveram.

“É muito difícil porque o ciclo da violência acontece de forma sutil”, diz Nazário. “Às vezes são agressões verbais, morais, financeiras. O companheiro impede a mulher de trabalhar, reclama de suas roupas, e diz que a ama, que quer protegê-la.”

No levantamento da Folha, 47% dos crimes ocorreram na casa da vítima. A faca for a arma mais usada (41%), seguida por armas de fogo (23%).

Nos casos estudados, 74% dos crimes cometidos com armas de fogo resultaram em morte –contra 59% no caso de agressões a facadas.

 

LEI DO FEMINICÍDIO, DE 2015, PREVÊ PENA DE 12 A 30 ANOS

 

Previsto no Código Penal desde 2015, o feminicídio é um tipo de homicídio, cometido “contra uma mulher por sua condição de sexo feminino” (a palavra “gênero”, na redação inicial do projeto, foi trocada por “sexo feminino” para aprovação do Congresso.

“Considera-se que há razões de condição de sexo feminino quando o crime envolve: violência doméstica e familiar; menosprezo ou discriminação à condição de mulher”, diz o texto da lei.

Feminicídio é crime hediondo e prevê reclusão de 12 a 30 anos, acima dos 6 a 20 anos no caso de homicídio simples. O tempo de detenção sobe se a vítima for gestante ou parturiente, se o crime ocorrer diante de descendentes ou ascendentes da vítima e descumprindo medidas protetivas. Especialistas afirmam que o crime é subnotificado.